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Como funciona o “drogômetro”, exame que vai detectar maconha e cocaína na Nova Lei Seca

Resolução autoriza uso de equipamento capaz de detectar diversas substâncias psicoativas no organismo dos motoristas

Por Maurício Brum 19 ago 2026, 15h43 | Atualizado em 19 ago 2026, 16h11
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Teste do bafômetro (Foto: Andre Borges/Agência Brasília/Divulgação)
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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou novas regras que atualizam o modo de fiscalização da Lei Seca.

Além de modificar o procedimento já conhecido para a aplicação do bafômetro, a resolução anunciada na terça-feira (18) no Diário Oficial da União também implementou a testagem de substâncias psicoativas, no que vem chamado popularmente de “drogômetro”.

A ideia é que, ao parar um motorista em uma blitz, os agentes de trânsito tenham a autonomia para confirmar se a pessoa fez uso de itens, além do álcool, capazes de afetar o discernimento e a destreza ao volante.

Veja as principais mudanças e como vai funcionar o novo “drogômetro”.

Como vai ser a fiscalização para os psicoativos?

A aplicação do “drogômetro” deve ocorrer em circunstâncias similares àquelas que o bafômetro é empregado atualmente: quando o motorista apresentar sinais de alteração na sua capacidade psicomotora, os agentes de trânsito poderão dispor de um equipamento que identifique a presença de substâncias além do álcool, que poderiam estar por trás disso.

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Na prática, a regulamentação não modifica a lei, nem cria uma punição nova: já era proibido conduzir utilizando essas substâncias. O que realmente muda é a previsão de que a fiscalização de trânsito terá um equipamento específico para detectá-las.

O tipo de equipamento e a forma exata em que ele será aplicado ainda serão determinadas em um momento posterior, por meio de regramento próprio. No texto publicado nesta semana, a única exigência é que o drogômetro deve ser certificado no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro.

Embora a resolução já esteja em vigor desde a publicação no Diário Oficial, as etapas seguintes para a implementação do aparelho que detecta substâncias psicoativas ainda não têm uma data para ocorrer.

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Quais substâncias entram na “nova” Lei Seca?

A lista final das substâncias detectadas pelo novo dispositivo dependerá do modelo de “drogômetro” empregado pelas autoridades. Mas o Inmetro já aprovou equipamentos para detecção das seguintes substâncias na saliva, que devem estar contempladas na nova fiscalização:

Bafômetro poderá ser repetido

No caso do teste para detectar a presença de álcool, o equipamento continua sendo o mesmo de antes: é o tradicional bafômetro, conhecido tecnicamente como etilômetro. A grande novidade trazida pela resolução é a possibilidade de repetir o teste, para evitar falsos positivos.

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O “reteste” para a presença de álcool atende a uma demanda que surgiu em anos recentes, após diferentes vídeos nas redes sociais e avaliações independentes demonstrarem que o bafômetro poderia acusar presença de álcool sem que ele efetivamente tivesse sido absorvido no organismo.

A situação pode ocorrer minutos após o consumo de itens como pão de forma, panetone ou o uso de enxaguante bucal, entre outros, que deixam traços residuais na boca.

De acordo com a resolução, um novo teste buscará “afastar eventual influência de álcool presente no trato respiratório superior”, podendo ser utilizado um “período de jejum” entre uma avaliação e outra, conforme o caso.

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