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Não cutuque a orelha

Novas recomendações reforçam a importância de não mexer no ouvido com qualquer objeto e procurar ajuda médica quando houver necessidade

Por André Biernath Atualizado em 5 set 2019, 19h12 - Publicado em 11 abr 2017, 12h30

A Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço atualizou suas diretrizes acerca da limpeza da cera de ouvido. O documento conscientiza sobre a importância do material viscoso para saúde auditiva. “Ele lubrifica a região, controla a temperatura e evita invasão de bactérias“, lista o otorrino Alfredo Lara, do Hospital Cema, em São Paulo. Mais: enfiar hastes flexíveis, chaves ou grampos no buraquinho da orelha está relacionado a irritações, infecções e até lesões mais sérias, como o rompimento do tímpano.

Você não deve

  • Limpar o ouvido demais. Isso abre alas para uma série de problemas.
  • Inserir qualquer objeto pequeno no local.
  • Usar velas terapêuticas. Seu efeito não está comprovado.

Você deve

  • Procurar o médico se tiver sinais de perda auditiva.
  • Perguntar sobre as maneiras de remover a cera excedente.
  • Visitar o especialista quando há sangramento ou dor.
  • Cerca de 10% das crianças, 5% dos adultos e 30% dos idosos sofrem com excesso de cera.
  • A cera tem seu papel

    1. Fábrica

    O cerume é produzido pelas glândulas do canal auditivo. Ele é essencial para nos proteger de agentes infecciosos e manter as estruturas ali em bom estado.

    2. Renovação

    A substância é secretada continuamente e escorre de dentro pra fora. Aos poucos, fica velha e dura. Daí, cai na orelha e vai embora durante o banho.

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    3. Acúmulo

    Acontece que alguns indivíduos soltam cera em demasia. Ela acumula e chega a bloquear o tímpano, o que prejudica a captação de sons do ambiente.

    4. Agravamento

    O uso das hastes flexíveis ou de outros objetos, porém, só piora o quadro. Isso porque eles empurram mais meleca para o fundo, o que apenas vai postergar o chabu.

    Útil até para os robôs?!

    Não bastassem os serviços prestados aos humanos, a cera deve conquistar o mundo das máquinas: a engenheira Alexis Noel notou o poder de vedação da secreção quando o namorado ficou com o ouvido cheio d’água numa viagem. Agora ela pesquisa o cerume no Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. O objetivo é criar versões sintéticas para os sistemas de ventilação de robôs.

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