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Coronavírus: cuidados com as doenças raras durante a pandemia

O Instituto Vidas Raras lança uma cartilha de orientação sobre a Covid-19 para pessoas com doenças menos comuns. Conheça os principais pontos

Por Chloé Pinheiro - Atualizado em 18 ago 2020, 10h47 - Publicado em 22 abr 2020, 19h52

Estima-se que cerca de 85% dos casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), provoquem sintomas leves. Mas pessoas com doenças raras e crônicas têm maior risco de desenvolver as versões graves da infecção e, portanto, precisam redobrar os cuidados de prevenção. É o que ressalta o Instituto Vidas Raras em cartilha divulgada recentemente.

Uma das principais recomendações do documento é nunca abandonar o tratamento por conta própria — seja por receio de ir a uma clínica ou por ter ouvido que determinado medicamento pode agravar os efeitos do coronavírus. Consultas, infusões ou outros procedimentos não podem ser desmarcados, exceto sob recomendação médica.

Diante da pandemia de coronavírus, o ideal é ligar para o profissional que acompanha o paciente e verificar eventuais ajustes a serem feitos. Às vezes, é possível fazer a avaliação médica com o apoio de recursos tecnológicos, via telemedicina — evitando saídas de casa. Mas, às vezes, não.

Vale também conversar sobre receitas de medicamentos de uso contínuo e garantir a quantidade necessária para o período.

Se o indivíduo precisar sair para fazer seu tratamento

O Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras caseiras à população em geral sempre que for necessário sair de casa. Elas são menos eficazes que a cirúrgica (que devem ficar para profissionais de saúde, pessoas com Covid-19 e seus cuidadores), mas promovem uma barreira mecânica que reduz o risco de espalhar o vírus.

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Só que, se não usada corretamente, a máscara facilita infecções. A cartilha reforça que esse item não dispensa outras medidas de prevenção.

Há uma preocupação de que a utilização das máscaras gere uma falsa sensação de segurança, que faria a população negligenciar táticas sabidamente eficazes, como praticar o distanciamento social, lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel antes e depois de tocar em superfícies como maçanetas e não levar a mão ao rosto.

Outro ponto destacado é respeitar a etiqueta da higiene: cubra boca e nariz com o antebraço ao tossir e espirrar. Durante a saída, a recomendação é evitar aglomerações e manter a distância recomendada de pelo menos 1,5 metro dos outros.

Quando voltar para casa

Ao chegar, não encoste em nada sem antes fazer a própria higiene, inclusive tomando banho e trocando a roupa. Os sapatos ficam de preferência fora de casa. Já cadeira de rodas, muletas, bengalas e andadores, assim como chaves e celulares, precisam de limpeza constante, principalmente nas partes de contato com as mãos.

Além das medidas de contenção do vírus, a cartilha ressalta a importância de cuidar da saúde mental e física não só dos portadores de doenças raras, mas de seus cuidadores. Buscar contato com amigos e familiares, cultivar a espiritualidade, comer e dormir bem são táticas que ajudam a manter a sanidade durante o período. Clique aqui para ver o material completo.

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