Clínica catarinense é fechada após morte de paciente que fez colonoscopia
Além do óbito, outras 12 pessoas precisaram de atendimento hospitalar, com duas internações. Caso é investigado
Uma clínica particular de Ibirama, em Santa Catarina, foi interditada depois que uma paciente morreu após se submeter a uma colonoscopia no estabelecimento. A mulher de 38 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória e, segundo informações repassadas por familiares à imprensa, também estaria com uma infecção bacteriana.
As autoridades ainda investigam a causa da morte. Além dela, há registro de outras 12 pessoas que passaram pela clínica e apresentaram sintomas semelhantes, das quais duas precisaram ser internadas.
Entenda melhor o caso.
O que aconteceu
Daiane dos Santos, atleta de futsal de 38 anos, morreu no dia 26 de outubro após passar três dias internada, na sequência de um exame de colonoscopia realizado na WS Centro Clínico & Diagnósticos, em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, um hospital da cidade registrou um total de 13 atendimentos de pessoas que haviam realizado endoscopia ou colonoscopia na mesma clínica particular, com sintomas similares. Dez dos pacientes se recuperaram sem passar por internação, mas outros dois seguiam hospitalizados, um deles na UTI.
A clínica foi fechada pela vigilância sanitária da cidade na última sexta-feira, 23. Amostras de sangue dos pacientes que passaram pelo hospital em Ibirama foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), ainda no aguardo dos resultados.
O que se sabe sobre o caso
Todos os pacientes envolvidos no episódio tinham realizado exames de endoscopia ou colonoscopia na clínica, apresentando posteriormente sintomas como cefaleia intensa, náusea, vômitos e mal-estar generalizado.
As autoridades continuam investigando a morte e as demais intercorrências. No entanto, uma hipótese para o que aconteceu não foi divulgada até a última atualização deste texto. A WS Centro Clínico & Diagnóstico foi interditada e pacientes que realizaram exames no local são orientados a buscar serviços de saúde caso apresentem sintomas.
Por meio de nota, a clínica enfatizou que realiza os procedimentos em questão “há três anos” e que os casos dos últimos dias representam “uma situação inédita”. O estabelecimento diz que colabora com as autoridades para esclarecer os fatos.
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