Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

Chip que reverte parcialmente cegueira é lançado; veja como funciona

Produto é implantado na retina de pessoas com degeneração macular relacionada à idade, principal causa de perda de visão no mundo

Por Chloé Pinheiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2026, 14h30
Pinça metálica segura uma pequena peça de cobre com formato irregular e superfície texturizada em padrão hexagonal, sobre fundo preto
Implante PRIMA mede apenas 2mm (Science Corp./Divulgação)
Continua após publicidade
Chip que reverte parcialmente cegueira é lançado; veja como funciona Priorizar nos meus resultados Google

Foi aprovado na Europa o implante PRIMA, primeiro tratamento capaz de restaurar (ao menos parcialmente) a visão de pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que é a maior causa de cegueira no Brasil e no mundo.

O sistema, desenvolvido pela empresa Science Corp., é baseado em um chip de apenas 2 milímetros, implantado na retina por meio de uma pequena cirurgia.

Ele funciona junto com óculos especiais equipados com câmera, sem necessidade de fios: os óculos captam a luz do ambiente e transmitem a informação ao chip, que assume o papel da mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. Com a engenhoca, o cérebro volta a processar imagens.

A DMRI avança com o envelhecimento e tem como principais sintomas justamente a perda da visão central, com distorção de linhas retas, surgimento de manchas ou espaços vazios no centro do olho, além da dificuldade para ler, reconhecer rostos e cores. Até então, não existiam tratamentos capazes de reverter esse dano.

Veja a diferença na visão com o implante:

Continua após a publicidade
Duas imagens lado a lado de uma página de texto borrada. À esquerda, um círculo preto cobre parte do texto. À direita, o círculo preto revela a palavra subtle em branco, com outras letras borradas abaixo
Antes e depois da visão com o uso do implante PRIMA (Science Corp/Divulgação)

O estudo que levou à aprovação

A aprovação europeia se apoia em um estudo publicado no New England Journal of Medicine, um dos periódicos médicos mais respeitados do mundo. A pesquisa acompanhou 38 pacientes com atrofia geográfica — a pior complicação da DMRI, que pode levar à cegueira parcial ou total — ao longo de um ano.

Os participantes, que não haviam perdido a visão por completo, passaram por exames oftalmológicos convencionais, incluindo os testes de leitura de sequências de letras usados em consultórios. O grupo apresentou uma melhora expressiva na capacidade de captar letras e outros detalhes do cotidiano.

Continua após a publicidade

Segundo os dados que embasaram a aprovação, o implante permitiu, em média, o reconhecimento de 25 letras a mais nas tabelas oftalmológicas usadas para medir acuidade visual. Oito em cada dez pacientes tiveram ganhos significativos de visão, sem prejuízo do que restava de visão natural.

No total, 84% dos voluntários passaram a conseguir ler letras, números e palavras após o implante — ou seja, alcançaram a recuperação da chamada visão central funcional, a mesma que é destruída pela doença. O dispositivo não devolve imagens de alta resolução, mas representa uma mudança relevante no dia a dia de quem dependia de apoio constante para tarefas simples.

Por enquanto, o PRIMA está sob análise da FDA, agência regulatória americana, e ainda não tem data prevista para chegar ao Brasil.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e um raio amarelo, seguido de Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo abertoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um raio amarelo. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja e um cartão de crédito. No canto superior direito, um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).