Cálcio iônico: o que é e para que serve esse exame?
Exame é complementar à análise do cálcio total, muito mais comum nos testes de rotina
O cálcio iônico é a porção do mineral que está presente no organismo, mas não está ligada a nenhuma proteína – por isso, também é chamado de cálcio livre. Essa é a parcela efetivamente disponível dentro do corpo, participando da contração muscular, da coagulação e da regulação do ritmo cardíaco.
A dosagem do cálcio iônico é considerada mais precisa que o teste do cálcio total, pois mede apenas a quantidade do mineral que é ativamente utilizada.
O procedimento em si é realizado por meio de coleta de sangue e análise da amostra em laboratório. Porém, é necessário muito cuidado durante a punção venosa, pois, se o sangue tiver contato com o ar, seu pH se modifica, modificando também o resultado do exame.
Quando é indicado
O exame do cálcio total é mais comum, e pode ser considerado de rotina. O teste do cálcio iônico é mais caro e não é necessário na maioria dos casos.
A análise do cálcio livre costuma ser pedida só quando o médico suspeita de problemas nos rins e na glândula paratireoide, ou quando são observadas alterações nas proteínas sanguíneas, o que atrai maior atenção para o mineral.
Mesmo assim, a medida não é necessária em todos os casos: os médicos conseguem estimar a quantidade do cálcio iônico a partir do cálculo do cálcio corrigido pela albumina, uma vez que o mineral costuma estar ligado à ela. O exame só é solicitado em casos mais graves ou quando essa análise não o suficiente.
Alterações no ritmo cardíaco, cãibras musculares, fraqueza, confusão mental, dor nos ossos, perda de apetite e náuseas são alguns sintomas associados às condições que podem mudar o nível de cálcio no sangue. Esses problemas de fundo incluem doenças renais, carência de vitamina D, distúrbios hormonais e patologias ósseas.
Valores de referência
A análise da amostra sanguínea identifica se a quantidade de cálcio no sangue está dentro do esperado, em excesso ou em falta. As duas últimas situações são chamadas, respectivamente, de hipercalcemia e hipocalcemia.
Ambas podem ser causadas por enfermidades: a hipercalcemia pode ser consequência de problemas como a doença de Paget (que afeta os ossos), desidratação, insuficiência renal e alguns tipos de câncer ou metástases ósseas. Já a hipocalcemia está ligada ao hipoparatireoidismo, deficiência de vitamina D, doença renal crônica, pancreatite e à desnutrição.
Para entender se os níveis do mineral estão dentro da normalidade, os médicos utilizam um valor padrão. As taxas normais de cálcio iônico no sangue costumam variar de 1,12 a 1,32 milimol por litro (mmol/L) ou 4,5 a 5,6 miligramas por decilitro (mg/dL). Esses números podem variar um pouco de laboratório para laboratório.
Portanto, o mais adequado é analisar os resultados conforme as referências dadas pelo próprio exame. Valores fora do esperado podem indicar algum distúrbio, por isso, é preciso conversar com o profissional após o teste e, se necessário, seguir o acompanhamento.






