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Baixa umidade irrita pele e traz crises respiratórias, saiba o que fazer

Já prestou atenção nos níveis de umidade relativa do ar, divulgados pelos institutos de meteorologia? Pois saiba que eles podem influenciar na sua saúde

Por Fabiana Schiavon Atualizado em 13 out 2021, 19h06 - Publicado em 13 out 2021, 18h30

Quando o tempo fica seco demais, o corpo sofre. Os efeitos da baixa umidade relativa do ar na saúde são bem conhecidos pelos médicos, e podem ser amenizados com algumas táticas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os índices de umidade entre 50% e 80% são os ideais. Abaixo de 30%, sinais de desconforto começam a surgir, e o sinal de alerta vem aos 12%. Nesse ponto, é recomendado suspender atividades em áreas livres, como aulas de educação física nas escolas, trabalhos manuais e práticas de exercício físico.

Desidratação corporal, nariz com sangramento, pele e olhos irritados são algumas das reações à baixa umidade. “Ocorre um ressecamento da pele e de todas as mucosas, principalmente do trato respiratório, nariz, boca, laringe e pulmão. Isso acaba provocando inflamações, como laringite, bronquite e dermatites atópicas”, explica André Rafael de Souza Rodrigues, médico do programa Saúde da Gente.

“Qualquer pessoa pode ter sintomas, mas quem já tem problemas como asma, rinite e sinusite deve redobrar os cuidados”, afirma o otorrinolaringologista Alexandre Colombini, de São Paulo. Podem surgir complicações respiratórias, como intensificação das crises e agravamento das doenças pré-existentes. Junto à poluição das grandes cidades, a saúde fica ainda mais frágil.

Tanto que estudos apontam para uma maior incidência de eventos cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), em dias muito secos. É que o corpo funciona sob estresse nesses extremos climáticos.

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O que fazer?

A primeira atitude é tomar muita água durante o dia. “Crianças e idosos são os que se desidratam mais rápido, então precisam de atenção”, reforça Colombini.

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“Importante também evitar exercícios físicos entre 10h e 16h, na hora do sol mais forte, e, para proteger a pele, é ideal evitar banhos quentes“, completa Rodrigues.

Somado a isso, dá para compensar a falta de líquidos nas vias aéreas, que funcionam pior sem lubrificação, ao lavar o nariz com soro fisiológico e tomar medidas para melhorar o ar dos ambientes internos.

“Ter um umidificador de ar é o melhor caminho, mas quem não puder ter o aparelho pode adotar a bacia com água no quarto ou estender uma toalha bem molhada na porta do cômodo”, explica Colombini.

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Os umidificadores devem ser utilizados com cautela. Eles não devem ficar ligados o tempo todo por causa do gasto de energia e também porque podem provocar um efeito inverso: deixar o ambiente úmido demais.

“O excesso de umidade propicia a proliferação de ácaros e fungos, o que também prejudica a saúde respiratória”, afirma Colombini.

Há locais em que a umidade é muito alta e também é indicado ter um desumidificador de ar. Paredes com mofo e bolor são alguns dos sinais de atenção.

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