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Arnica: descubra se a erva ajuda mesmo a combater inflamações

Planta conhecida na medicina tradicional realmente tem ação terapêutica, mas medicamentos certificados são mais seguros do que preparos caseiros

Por Valentina Bressan
16 nov 2024, 08h00
arnica
Apesar de ser usada como sinônimo de um tipo de planta específico, a palavra Arnica nomeia todo um gênero que inclui mais de 30 espécies (20100/Wikimedia Commons)
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A arnica é um dos ingredientes mais populares em preparações, caseiras ou não, voltadas para tratar hematomas e dores musculares. Não é à toa: há séculos a planta é conhecida como anti-inflamatória

Estudos científicos já comprovaram alguns dos benefícios da arnica para o tratamento de ferimentos, mas é preciso cuidado na hora de escolher o remédio – nem todo creme vendido com arnica na composição é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Então, para aliviar as dores de forma segura, confira a seguir como a arnica atua sobre o organismo e quais dos seus efeitos têm respaldo científico. 

O que é arnica?

Embora seja comum se referir à arnica como se fosse apenas um tipo de planta, na realidade Arnica é um gênero de cerca de 30 espécies. O tipo mais usado em preparos medicamentosos é a Arnica montana, originária da Europa. 

No Brasil, outras espécies são utilizadas como substitutas da arnica europeia: a arnica-do-campo (Porophyllum ruderale), a arnica-da-serra ou arnica brasileira (do gênero Lychnophora) e a arnica-da-horta, também conhecida como arnica silvestre (Solidago chilensis).

+Leia também: Fitoterapia: até que ponto ela pode ajudar?

Para que serve a arnica?

A principal parte utilizada da arnica são as flores.

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Embora na tradição popular a erva seja utilizada com uma variedade de finalidades – que vão desde o combate a bactérias e fungos até o tratamento de problemas respiratórios –, o benefício mais estudado pela ciência é o anti-inflamatório.

Pesquisas já sugeriram que cremes contendo arnica podem auxiliar na redução de inflamação, seja no período pós-cirúrgico ou em caso de doenças crônicas como artrite. Dentre os efeitos anti-inflamatórios, estão a diminuição de dor e inchaço, bem como o combate à formação de hematomas.

As substâncias responsáveis pela ação anti-inflamatória da arnica são as sesquiterpenolactonas. Esses compostos inibem a atividade de um complexo proteico que participa do processo de resposta inflamatória. A arnica é considerada benéfica também pela facilidade com que essas substâncias atravessam a pele.

Alguns estudos demonstraram ainda que o tratamento com gel de arnica teve efeitos comparáveis ao uso de ibuprofeno em casos de artrite nas mãos. No entanto, casos de efeitos adversos foram significativos no grupo que usou o creme com a erva.

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Os efeitos antimicrobianos contra bactérias também já foram validados. Outro benefício existe por conta da presença de flavonoides e compostos fenólicos na planta: a ação antioxidante.

Entretanto, a maior parte dos estudos sobre a arnica foi realizada em animais de laboratório. As pesquisas clínicas, conduzidas em humanos, contaram com grupos pequenos de participantes.

Um outro problema para os brasileiros é que os experimentos costumam utilizar a Arnica montana. Embora seja ela a principal componente de preparos medicamentosos vendidos em farmácias, não é esta a erva encontrada nos jardins daqui. Além disso, o conteúdo bioativo – e, por consequência, as propriedades medicinais – variam de acordo com a localidade geográfica e o clima em que a planta cresce.

De forma geral, as evidências sobre a efetividade da arnica silvestre como planta medicinal ainda variam em qualidade. São necessários estudos mais completos para bater o martelo sobre a indicação de uso da planta para aplacar dores.

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Cuidados

A principal recomendação é jamais ingerir o chá ou a tintura da arnica. Em geral, os estudos avaliam a ação da tintura ou de cremes com a tintura na aplicação tópica, não na ingestão oral.

Ainda há a possibilidade de presença de compostos tóxicos na planta e, com a variedade de espécies do gênero, a chance de se confundir na hora de escolher a erva. Por isso, a dica é buscar apenas produtos registrados na Anvisa, vendidos em farmácias, para utilizar sobre hematomas.

Os cremes também não devem ser aplicados sobre feridas abertas.

A arnica pode interagir com medicamentos anticoagulantes e corticoides, e diminuir o efeito de drogas hipertensivas. Crianças com menos de 12 anos, grávidas e lactentes tampouco devem utilizar composições com arnica. Em caso de vermelhidão, coceira ou dermatite, o uso deve ser interrompido.

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