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Ar condicionado faz mal? E o ventilador? Descubra qual dos dois é a melhor opção

Especialistas explicam como cada aparelho afeta a respiração, o sono e as alergias

Por Layla Shasta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
29 jan 2026, 17h03 •
Ventilador ou ar-condicionado: qual é melhor para a saúde?
Ventilador ou ar-condicionado: qual é melhor para a saúde? (Designed by Freepik/Freepik)
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  • Você é do time que só pega no sono com o zumbido do ventilador ao fundo? Ou faz parte do grupo que disputa o controle do ar condicionado no escritório para baixar mais um grau? Seja qual for a sua preferência, você já deve ter ido dormir com um desses parceiros contra o calor ligado e se viu acordando com o nariz coçando, a garganta seca e os olhos ardendo.

    Nessa hora, os eletrodomésticos aliados no verão são colocados contra a parede e muitas vezes levam a culpa pelos sintomas. Mas afinal,sz qual dos dois faz mais ou menos estragos para a saúde respiratória: o ar condicionado ou o ventilador? Chegou o momento de descobrir.

    O que o ventilador faz — e o que ele não faz

    Diferentemente do ar condicionado, o ventilador não reduz a temperatura do ambiente. Ele apenas movimenta o ar, criando uma sensação de frescor, já que facilita a evaporação do suor na pele.

    O efeito é uma mão na roda em dias quentes, mas não altera de forma significativa a temperatura nem a umidade do ambiente ao redor, o que o torna, a princípio, menos agressivo às vias aéreas.

    O problema é que, quando o vento é direcionado para o corpo ou o rosto, ele voa direto para as mucosas do nariz e da garganta e pode provocar um ressecamento direto, o que facilita irritações e infecções respiratórias.

    E há um outro problema ainda maior: por fazer circular o ar, ele espalha a poeira, o que pode piorar significativamente os sintomas em pessoas alérgicas.

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    “De modo geral, para pessoas com rinite, o ventilador costuma ser mais problemático justamente por levantar partículas do ambiente”, diz Gilda Elizabeth, pneumologista do Hospital Brasília Águas Claras.

    Por isso, para essa turma, mais do que qualquer outra, “o ideal é que o ar circule no ambiente, sem incidir diretamente sobre a pessoa”, reforça a médica. Além de ressecar as mucosas, isso pode irritar as vias aéreas e os brônquios, levando a crises de rinite e asma.

    Os prós e contras do ar condicionado

    O ar condicionado funciona reduzindo quase magicamente a temperatura do ambiente. Mas, como nada são apenas flores, nesse processo, ele acaba retirando a umidade do ar. Isso faz com que o espaço fique mais seco, o que pode ressecar as vias aéreas.

    “Logo, ele é muito mais deletério para a saúde respiratória, de modo geral, porque resseca e resfria as mucosas. Isso aumenta o risco de doenças respiratórias”, explica Sandra Guimarães, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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    Além disso, filtros sujos ou mal conservados podem se tornar um reservatório de fungos, bactérias e vírus, que são dispersos pelo ar sempre que o aparelho é ligado. Esse é o cenário perfeito para rinites e sinusites.

    “O ar muito frio ou seco pode causar nariz entupido, garganta ressecada e espirros pela manhã”, completa Gilda.

    Por isso, em dias muitos secos, Sandra recomenda o uso de ventilador — desde que sejam seguidos os cuidados necessários —, em parceria com um umidificador de ar.

    Por outro lado, em dias quentes, mas úmidos, usar o ar condicionado pode ser vantajoso, já que ele reduzirá a temperatura, mas a umidade do ar não vai cair para níveis muito baixos.

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    O principal benefício é que, estando limpinho, o aparelho não espalha tanta poeira quanto o ventilador, além de não soprar vento diretamente nas mucosas de quem está querendo se refrescar.

    +Leia também: Alerta vermelho para a baixa umidade do ar: saiba como proteger a saúde

    Então, qual é a melhor escolha?

    “Não existe uma opção absolutamente melhor do que a outra”, diz Gilda. Assim, nenhuma das duas alternativas é completamente isenta de riscos para quem tem doenças respiratórias. A médica ressalta que tanto o ventilador quanto o ar condicionado ligados durante a noite podem piorar sintomas alérgicos ao acordar.

    No entanto, vale dar o braço a torcer: apesar dos prós e contras apresentados, na maior parte dos dias, o cenário considerado menos agressivo é o uso do ar condicionado associado a um umidificador de ar. Essa combinação ajudaria a reduzir a temperatura, sem ressecar excessivamente o ambiente e sem espalhar poeira.

    No fundo, segundo as médicas, o mais o mais importante é avaliar as condições ao redor. “O ponto principal é o ambiente estar limpo e bem arejado”, diz Gilda.

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    Ou seja, tanto faz o uso do ar condicionado ou do ventilador, desde que o ambiente esteja limpo, a limpeza dos aparelhos seja regular e a manutenção adequada.

    Para evitar problemas, os filtros do ar condicionado e as bases dos ventiladores devem ser higienizados com frequência. Além disso, quem for realizar a limpeza dos aparelhos também deve se proteger, evitando fazê-la sob corrente de ar e, se possível, usando uma máscara simples para proteger nariz e boca.

    Ainda, é importante manter o ambiente em si limpo, incluindo as cortinas e janelas. E, em períodos muito secos, o uso de um umidificador ou até uma bacia com água próxima ao vento pode ajudar a reduzir o ressecamento do ar.

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