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Como reduzir o tempo de telas nas férias sem arrumar briga com os filhos

Uso prolongado de dispositivos digitais pode afetar sono, comportamento e desenvolvimento; equilíbrio e rotina fazem diferença durante o recesso

Por Alessandro Danesi, pediatra, via Brazil Health*
26 dez 2025, 16h27 •
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Uso de telas atrapalha a socialização e o desenvolvimento infantil (Peter Cade/Getty Images)
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  • Durante as férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em frente às telas. A ausência de uma rotina estruturada, com horários definidos para escola, atividades físicas e sono, favorece o uso prolongado de celulares, videogames e tablets.

    Embora a tecnologia faça parte do cotidiano, o excesso nesse período pode trazer impactos relevantes para a saúde e o comportamento.

    Por que o excesso de telas preocupa

    Um dos efeitos mais frequentes do uso excessivo de telas é a alteração do sono, especialmente quando há exposição à luz emitida pelos aparelhos no período noturno, o que interfere no ritmo biológico. Também é comum a redução da atividade física, com aumento do sedentarismo.

    No dia a dia, pais e educadores podem observar irritabilidade, dificuldade de concentração, menor tolerância à frustração e menos interesse por interações presenciais.

    Em alguns casos, esse padrão pode contribuir para o aumento da ansiedade e para o desenvolvimento de uma relação de dependência com os dispositivos eletrônicos, quando a criança ou o adolescente tem dificuldade de se desconectar e reage com agitação ou irritação diante da limitação do tempo de uso.

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    Como reduzir sem conflitos

    A redução do tempo de tela deve ser feita de forma planejada. Estratégias baseadas apenas na proibição tendem a gerar conflitos e baixa adesão. O diálogo e a construção de acordos claros, compatíveis com a idade, costumam ser mais eficazes.

    Definir horários para o uso das telas, estabelecer momentos sem celular, como durante as refeições e antes de dormir, e incentivar o uso consciente da tecnologia ajudam a criar limites mais saudáveis.

    É importante lembrar que os dispositivos eletrônicos podem ser utilizados de forma positiva, para aprendizado, comunicação ou registro de momentos das férias, desde que não se tornem o centro da rotina.

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    Ideias para ocupar o tempo

    Para que essa redução seja possível, é fundamental oferecer alternativas reais ao tempo de tela. Atividades físicas, brincadeiras ao ar livre, esportes, passeios, leitura, jogos, atividades artísticas e momentos de convivência familiar contribuem para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.

    A organização de um plano simples de férias, equilibrando descanso, lazer e atividades variadas, pode ajudar a manter crianças e adolescentes mais ativos e engajados.

    Nesse processo, o pediatra pode desempenhar um papel importante ao auxiliar as famílias na elaboração desse plano, orientando sobre o tempo adequado de exposição às telas, a rotina de sono e as atividades mais indicadas para cada faixa etária.

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    Quando essas orientações partem de um profissional de saúde, tendem a gerar maior compreensão e adesão, facilitando a implementação de mudanças de forma consistente e segura.

    As férias não precisam ser livres de tecnologia, mas devem ser mais equilibradas. Com informação, orientação e boas opções de lazer, esse período pode se transformar em uma oportunidade para reorganizar hábitos, fortalecer vínculos familiares e promover saúde física e emocional, benefícios que podem se manter ao longo do ano.

    *Alessandro Danesi é médico pediatra e head nacional de pediatria da Brazil Health

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    (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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