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Como lavar o nariz do bebê para evitar a congestão nasal

Como usar soro fisiológico? Qual a forma correta? Um médico explica o passo a passo dessa higienização

Por Fabiana Schiavon Atualizado em 13 jul 2022, 11h25 - Publicado em 12 jul 2022, 18h19

Já falamos em VEJA SAÚDE sobre a importância da lavagem nasal com soro fisiológico em adultos. A prática ajuda a prevenir alergias e melhorar os sintomas quando as doenças respiratórias aparecem. Mas sabia que médicos também indicam o hábito para bebês, que sofrem ainda mais com a congestão? Para fazê-la nos primeiros meses, no entanto, é preciso ter alguns cuidados.

“A partir de primeiro mês de vida, o bebê já está pronto para essa prática. Dentro do possível, é interessante fazer a lavagem diariamente e incentivar que ele leve esse hábito para a vida. Em muitas culturas, manter as narinas limpas é tão crucial quanto escovar os dentes”, contextualiza o otorrinolaringologista José Netto, de Serra Talhada, Pernambuco.

A lavagem remove impurezas do dia a dia, como o contato com fumaça, ácaro, fungos e bactérias. Isso, por sua vez, ajuda a conter rinite, asma e outras alegrias, além de afastar certas infecções. “A prática também melhora o sono do bebê. Quando respiramos melhor, dormirmos melhor”, resume o médico.

+ Leia também: Rinite: tem que lavar o nariz

Netto sugere colocar a criança sentada nesse momento. “Assim fica mais fácil de manter a postura ereta do bebê e fazer rapidamente a lavagem”, explica o otorrino.

E, claro, não é pra usar produtos de adultos em bebês. “Adultos utilizam higienizadores nasais como a garrafinha, que tem mais volume e pressão. Com os bebês, o mais indicado é a seringa, que tem um controle melhor desses dois pontos”, diz Netto.

Quem tiver medo de iniciar logo de cara com a seringa pode fazer o teste com sprays infantis de jato contínuo, vendidos na farmácia. Uma boa conversa com o pediatra sempre ajuda também. “De pouco em pouco, bebê se acostuma e vai encarar a lavagem como algo natural. O importante é ir com delicadeza. Se ele sentir muito desconforto, pode resistir mais na próxima tentativa”, alerta o médico.

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Por outro lado, quando a criança sentir o alívio da limpeza, vai pegar gosto ao hábito.

A quantidade de soro fisiológico é (nunca utilize outros produtos):

  • 5 ml entre o primeiro e terceiro mês de vida
  • 10 ml a partir do quarto mês
  • 20 ml a partir dos seis meses e até a vida adulta

Como fazer?

  1. Compre uma seringa sem agulha e coloque a quantia de soro fisiológico conforme a indicação por idade
  2. Coloque o bebê sentado e o deixe na postura mais ereta possível
  3. Mire a seringa em linha reta na direção de cada narina. Ao direcionar bem a ferramenta, é mais difícil que o soro viaje para o ouvido, por exemplo, causando desconforto à criança. “Não entorte para a direita ou para a esquerda. Siga a extensão do nariz”, diz Netto
  4. A ideia é que a seringa não seja aplicada com muita força, mas é preciso criar um pouco de pressão
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“Não há risco de a criança engasgar se o volume for correto”, assegura o médico. A lavagem dá certo quando a secreção sai na narina oposta ou desce pela garganta e é engolida.

O uso preventivo em bebês pode ser único no dia, na hora do banho. Quando há uma crise alérgica, no entanto, dá para fazer até cinco vezes por dia – mas, aí, orientação médica é especialmente importante.

“Se é a primeira vez ou se o nariz está muito entupido, melhor fazer o procedimento três vezes em cada narina a cada lavagem”, recomenda Netto. É que o primeiro jato vai descolar a secreção, o segundo vai tirar o catarro do lugar e o terceiro, concluir a limpeza geral.

“Quando a lavagem vira hábito, um jato de cada lado é suficiente para movimentar os minúsculos cílios que temos no nariz e servem de filtro para o ar que respiramos”, completa o médico.

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