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Chega de violência contra o idoso

Dados do governo mostram que as agressões são frequentes no Brasil. Precisamos virar esse jogo

O Ministério dos Direitos Humanos brasileiro registrou mais de 33 mil casos de agressões a pessoas acima de 60 anos só em 2017. Um número que preocupa, ainda mais considerando o envelhecimento da população. “São muitos os fatores por trás desse grave problema social”, analisa a geriatra Maisa Kairalla, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Para começar, tem o estresse e a falta de preparo do cuidador. Sem contar as complexas questões afetivas, como filhos que foram abandonados ou maltratados e se veem diante da necessidade de cuidar desse pai ou dessa mãe”, exemplifica.

Tantas vezes, o idoso, por vergonha, medo de retaliações e até pela preocupação com possíveis penalidades ao abusador, não relata a violência. “Precisamos criar uma rede de sustentação para lidar com esse quadro”, defende Maisa. Campanhas de conscientização, treinamento de profissionais de saúde e de cuidadores e a criação de políticas públicas para melhorar o atendimento à população mais velha devem fazer parte dessa estratégia.

Não é só a agressão física que machuca

Saiba quais são os tipos de violência capazes de causar sofrimento aos mais velhos

Física

Em casa ou instituições, empurrões, tapas e chutes abalam corpo e mente e por vezes antecipam a morte do idoso.

Psicológica

Gritos, insultos, ameaças e constrangimento levam à perda de dignidade, ansiedade e isolamento social da vítima.

Negligência

O parente ou cuidador não atende às necessidades básicas da pessoa, como alimentação, higiene e medicamentos.

Financeira

O abuso nesse contexto inclui o uso indevido do dinheiro e a apropriação ilegal dos bens da pessoa sob cuidados

Disque 100 para denunciar

Por esse número, a Secretaria de Direitos Humanos recebe queixas, encaminha e monitora situações de maus-tratos aos idosos.