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Casos de sarampo chegam a 677 no Brasil, segundo Ministério da Saúde

O avanço do surto já causou ao menos duas mortes até agora. Saiba quem deve tomar a vacina

O último balanço do Ministério da Saúde, do dia 18 de julho, mostra que o Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo somos a segunda nação das Américas com maior número de episódios dessa molésta. O país enfrenta dois surtos dessa doença atualmente – em Roraima e no Amazonas.

Até o momento, 444 pacientes no Amazonas já têm provas de que tiveram sarampo, e 2 529 outros permanecem em investigação. Roraima confirmou 216 casos da doença e 160 continuam estão em análise.

Desde fevereiro, quando começaram a surgir os casos de sarampo, foram registradas três mortes: uma no Amazonas e duas em Roraima (há ainda outro óbito sendo esmiúçado). De acordo com o Ministério da Saúde, os surtos estão relacionados ao fluxo de imigrantes. “Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela”, diz a nota.

Outros quadros de sarampo isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (um), Rio Grande do Sul (oito) e Rondônia (um). Até o momento, o Rio de Janeiro repassou ao Ministério da Saúde informações de sete cariocas com a doença

A vacina contra o sarampo

Oferecidas gratuitamente pelo Ministério da Saúde, as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

“É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença, como bloqueio vacinal nas localidades acometidas por casos de sarampo, estão sendo realizadas com rigor”, relata a nota do governo.

Neste momento, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação das crianças, público mais suscetível à doença. “Entretanto, adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença, como em Roraima e Manaus (AM). Pessoas que já completaram o esquema, conforme preconizado para sua faixa etária, não precisam novamente receber a vacina”, acrescenta o ministério.

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade têm que tomar uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral). Crianças entre 5 anos e 9 anos de idade que não foram imunizadas anteriormente devem receber duas picadas da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre as doses.

A campanha nacional de vacinação será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia D no sábado, dia 18. O público-alvo dessa estratégia são crianças de 1 a 5 anos.

Segundo o ministério, a meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Dados preliminares referentes ao ano passado indicam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral). E que fique claro: sem as duas injeções, a chance de ficar protegido de verdade cai bastante.

 

Brasil livre do sarampo?

Em 2016, nosso paí recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do sarampo. O Ministério da Saúde alega que está empreendendo esforços para interromper os surtos e impedir que se estabeleça um fluxo perene do vírus. “Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses”, afirma a pasta. O tempo está correndo.

Este conteúdo foi publicado originalmente na Agência Brasil.