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Abuso no videogame ganha status de doença: quais os limites e os sinais

Documento da Organização Mundial da Saúde chama a atenção para a possibilidade de esse passatempo gerar vício entre crianças e adolescentes

Por Maria Tereza Santos 7 out 2018, 10h35

Não há nada mais comum do que ver meninos e meninas diante de telas. Porém, o exagero tem preocupado os médicos. Tanto que, em 2022, entra em vigor uma nova versão da classificação internacional de doenças (conhecida como CID), que passa a considerar o uso abusivo de jogos eletrônicos como doença.

“Os games são extremamente atraentes para os mais novos. Eles estimulam o mecanismo de recompensa cerebral”, explica a pediatra Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Isso gera a necessidade de passar cada vez mais tempo jogando… Até o momento em que não se consegue mais ter controle”, explica.

Ela alerta que, seja no celular, seja na frente da TV, os pais precisam questionar por que os filhos estão ficando dependentes. “Talvez eles se sintam abandonados pelos adultos, que estão sempre ocupados. Com isso, os jogos se tornam uma maneira de tampar um buraco existencial”, raciocina a médica.

Os sinais de que a brincadeira virou coisa séria

O outro lado da história

No mercado de jogos eletrônicos, existem muitos dispositivos com sensor de movimentos – eles permitem dançar ou até mesmo praticar esportes na sala de casa. Há ainda jogos educativos para os menorzinhos. Por isso, não dá para dizer que o universo dos videogames só traz malefícios.

Segundo Evelyn, o importante é que os pais sempre limitem o tempo de uso, fiquem de olho nos conteúdos e mostrem que existe vida além das telas.

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