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Videogame nem sempre é vilão

Estudo associa os jogos eletrônicos a ganhos em habilidades cognitivas e motoras - mas só se a brincadeira não ultrapassar nove horas semanais

Por Thiago Nepomuceno Atualizado em 14 fev 2017, 11h22 - Publicado em 23 jan 2017, 10h30

Jogos eletrônicos costumam ser mal vistos quando se fala na saúde da garotada. Se desfrutados com parcimônia, porém, eles podem até trazer vantagens. É o que evidencia um experimento com 2 442 crianças de 7 a 11 anos, submetidas inclusive a exames de neuroimagem, no Hospital Del Mar, em Barcelona, na Espanha.

A análise revela que a turma que jogava em média duas horas de videogame na semana desenvolvia mais habilidades psicomotoras e apresentava um melhor desempenho escolar. Só que os benefícios caíam por terra quando o tempo gasto com a diversão ultrapassava nove horas semanais.

Pior: os viciados nos games encaravam mais problemas de interação com outras pessoas. “Isso porque o tempo dedicado aos jogos invade o de outras atividades, o que faz a criança se isolar e prejudica seu lado social”, explica o médico e pesquisador Jesús Pujol.

Leia mais: Vício em tecnologia abala a qualidade de vida

Fora das telinhas

Lembre-se: há horário para tudo, inclusive para brincar ao ar livre. “E esse é um importante recurso para a criança conhecer o mundo em que está inserida e se desenvolver”, diz a pedagoga Ana Lúcia Meneghel, da Universidade Estadual de Campinas.

 

  • Em família
    Os pais podem (e devem) brincar com os filhos. Que tal montar um jogo de tabuleiro, empinar uma pipa ou passear no parque?
  • De tudo um pouco
    Estabeleça uma rotina em casa. Divida o tempo da criança entre jogos com e sem aparelhos eletrônicos para que não haja exageros.
  • Sejamos criativos
    Propicie atividades que agucem a curiosidade, que estimulem a inventar, aprender e construir, sobretudo ao ar livre.

Leia mais: Qual o limite de uso de celulares, tables e afins para crianças?

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