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O Futuro do Diabetes Por Blog Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), além de autor do livro O Futuro do Diabete (Ed. Abril). Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do problema

Diabetes e herpes-zóster: do controle da glicose à vacinação

Caso do cantor Justin Bieber chama atenção para essa doença infecciosa que causa muita dor - e que é mais comum e impactante em pessoas com diabetes

Por Carlos Eduardo Barra Couri 27 jun 2022, 15h07

Muitas pessoas entendem que, se os níveis de glicose não forem bem controlados, o diabetes podem provocar sequelas no longo prazo, como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal crônica, insuficiência cardíaca, cegueira etc. Mas você sabia que o diabetes favorece doenças infecciosas? 

Isso mesmo: o aumento crônico da glicose faz com que o sistema imunológico fique lento e as defesas, frágeis. Daí a maior ocorrência de gripe, pneumonia, infecções de pele… e também de herpes-zóster, uma doença que ganhou notoriedade recentemente por causa do cantor Justin Bieber

Estudos mostram que pessoas com diabetes acima de 65 anos têm um risco 3 vezes maior de ter zóster. Nos adultos abaixo dessa faixa etária, o risco fica em cerca de 1,5 a 2 vezes. 

Além disso, o diabetes eleva a probabilidade de a dor surgir nos locais das lesões por zóster, mesmo após elas desaparecerem (é a chamada neuralgia pós-herpética). 

+Leia também: Covid aumenta risco de desenvolver diabetes ou de descontrole da doença?

Situações como estresse psicológico e traumas predispõem ao surgimento de herpes-zóster. Não à toa, a incidência cresceu durante a pandemia de Covid-19.

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Também vale destacar que só tem herpes-zóster quem já teve catapora, porque se trata de uma reativação do mesmo vírus. Pois é: depois de uma primeira infecção, ele fica “escondido” no sistema nervoso e, diante de um descuido do sistema imune, volta a provocar estragos. 

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Por isso é fundamental a vacinação de catapora (varicela) na infância e a específica para herpes-zóster nos adultos. A mais recente vacina contra esse problema lançada no Brasil é composta por fragmentos do vírus e tem alta eficácia. 

Atualmente, a vacinação é indicada para adultos acima de 50 anos, ou a partir de 18 anos naqueles que estão com sistema imune debilitado e, portanto, com risco maior de ter a doença. São, por exemplo, as pessoas infectadas pelo HIV, ou as que passaram por quimioterapia e transplante de medula e de órgãos.

A vacina também é indicada para quem acabou de ter o quadro de herpes-zóster, respeitando o intervalo de seis meses entre a infecção e a aplicação da dose.

Pessoas com diabetes, via de regra, devem se vacinar conforme a indicação de bula – ou seja, acima de 50 anos. Em outros cenários, o imunizante pode ser indicado, mas é necessário conversar com o médico. 

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