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Sepse, um problema que assombra crianças em hospitais brasileiros

Entenda o tamanho do perigo e como proteger os pequenos dele

Por Felipe Monti Lora
Atualizado em 10 jan 2023, 14h40 - Publicado em 13 set 2022, 09h35

Sepse não é um termo tão comum fora dos círculos médicos e dos hospitais, mas é uma questão de saúde pública. É muito mais que uma infecção generalizada. Trata-se de uma resposta inflamatória exacerbada do indivíduo a algum tipo de micro-organismo, o que impede o corpo de funcionar adequadamente. Infelizmente, esse quadro pode ser fatal. E não poupa as crianças.

Dados do Ministério da Saúde recém-apresentados no congresso da World Federation of Pediatric Intensive & Critical Care Societies registram quase 250 mil internações por sepse em crianças até 14 anos entre 2008 e 2021 no Brasil. No período, a taxa de mortalidade foi de 11,5%, representando a perda da vida de aproximadamente seis crianças por dia.

Para entender melhor o problema, temos que levar em conta que o nosso organismo luta, todos os dias, contra a invasão de bactérias, fungos e vírus. Para cada ataque há uma reação e, dependendo do impacto, o corpo precisa atuar de maneira diferente para se proteger.

Em alguns casos, porém, uma infecção mais grave gera uma resposta imunológica intensa demais. Assim, o corpo não se vê refém apenas de uma infecção, mas também de um processo inflamatório tamanho que chega a comprometer a distribuição de sangue e a oxigenação das células. É a sepse. Numa situação extrema, nem a pressão arterial consegue ser mantida e, aí, temos o choque séptico.

sinais e sintomas que, associados, indicam o risco de sepse: febre ou temperatura muito baixa, aceleração persistente dos batimentos cardíacos, respiração ofegante, fraqueza, tontura, sonolência e confusão mental.

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Recém-nascidos, principalmente prematuros de muito baixo peso, crianças em tratamento quimioterápico, transplantadas, imunossuprimidas, entre outras, estão mais suscetíveis a uma sepse.

Na maioria das vezes, a sepse provém de focos infecciosos em órgãos maiores, como pulmões, intestino, rins e bexiga, ou mesmo no sistema nervoso central.

Crianças menores são mais vulneráveis à infecção pelas bactérias pneumococo, meningococo e haemophilus, que estão por trás de pneumonia, otite, sinusite e meningite – e também podem levar à sepse. Como existem vacinas contra esses micróbios, a imunização se mostra primordial para o organismo dos mais novos aprender a se defender e não ser vítima de desfechos tão difíceis.

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Algumas atitudes ajudam na prevenção da sepse, principalmente em crianças com condições mais complexas de saúde, estejam elas em cuidado hospitalar ou em casa. Entre elas, destaco: lavar as mãos frequentemente com água e sabão; manter a carteira de vacinação atualizada; evitar automedicação e uso indiscriminado de antibióticos; e nunca interromper o tratamento antes do prazo prescrito pelo médico.

Portanto, é fundamental que pais, responsáveis e cuidadores fiquem atentos a essa condição. Conhecer seus sinais e os fatores protetores nos permite agir mais rápido e salvar vidas.

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