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Como escolher sua escova de dente

Especialista traz orientações para levar em conta na hora de optar por um ou outro modelo de escova dental

Por Dr. Ricardo Jahn, cirurgião-dentista*
13 jun 2019, 15h27

Escolher a escova dentária é uma tarefa das mais importantes, porque, embora esse objeto seja aparentemente simples, se mostra essencial a uma higiene eficiente e à proteção dos dentes e de toda a boca. Para complicar um pouco a vida do consumidor, os fabricantes oferecem uma diversidade tão grande de modelos que por vezes fica difícil selecionar o produto. As opções disponíveis no mercado incluem cores, formatos e tipos de cerdas diferentes.

Os consumidores devem ter em mente, no entanto, que as cerdas são o principal componente da escova. Dessa forma, a indicação tradicional para pessoas sem problemas específicos ou déficits na realização de movimentos é o uso de escovas com cerdas planas e niveladas, sem alterações de inserção e direção. Esses são os modelos mais testados e aprovados no quesito eficiência.

Atenção: não há evidência científica de que escovas com cerdas de borracha ou aquelas com inclinações e texturas modificadas sejam superiores. Esses modelos são propagandeados como melhores ou mais modernos, mas o apelo é exclusivamente estético. Nada indica que eles tornem a escovação mais eficiente.

Em evolução

Há quatro décadas, o mercado oferecia apenas escovas com cerdas de náilon com variações de tamanho e dureza — as mais recomendadas na época eram as de cabeça pequena e cerdas planas. O aspecto considerado avançado era o arredondamento das pontas das cerdas. Mais recentemente, novos modelos são oferecidos apresentando cerdas diferenciadas e mais macias, sendo menos agressivas às estruturas dos dentes e da gengiva.

Hoje contamos com escovas de cerdas ultrafinas e bem mais macias. E versões que têm entufamento com milhares de cerdas. Esse tipo proporciona escovação eficiente com menor risco de danificar tecidos como as mucosas da boca.

Outra modalidade são as escovas fabricadas com cerdas cônicas, que são mais firmes do que as macias convencionais. Elas dispõem de pontas afiladas, que tornam o contato com dentes e gengiva mais suave.

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O mercado ainda oferece escovas com cerdas de origem natural, produzidas com pelos de animais ou espécies vegetais, caso do bambu. Os dentistas alertam, porém, para algumas restrições. Uma delas é a possibilidade de colonização bacteriana entre as próprias cerdas.

De olho nas cerdas

Resumindo, podemos dizer que hoje o mercado oferta quatro principais tipos de cerda:

– Cerdas de náilon de pontas arredondas;

– Cerdas naturais;  

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– Cerdas ultrafinas;

– Cerdas de pontas cônicas;

A principal recomendação é utilizar escovas de cabeça pequena, cerdas macias, finas ou cônicas, e que tenham uma boa concentração de cerdas por tufo. As escovas com cerdas de pontas cônicas são tão eficientes quanto as escovas com milhares de cerdas. Observe tudo isso antes de levar a sua para casa.  

* Dr. Ricardo Jahn é cirurgião-dentista, membro da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) e professor da Universidade de Santo Amaro (Unisa)

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