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Vacinas em bebês: indispensáveis para evitar a volta de tantas doenças

Médica esclarece por que os imunizantes aplicados na primeira infância são decisivos na proteção da criança e de toda a sociedade

Por Sandi Yurika, pediatra*
Atualizado em 21 jul 2021, 11h48 - Publicado em 16 jul 2021, 10h38

De maneira alguma devemos minimizar os impactos que o novo coronavírus trouxe para os brasileiros. O número de óbitos, que já passa de 500 mil, e a onda de desemprego, que atinge 14,8 milhões de pessoas, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que ainda temos um longo percurso para superar os traumas deixados pela pandemia. No entanto, olhando o copo “meio cheio”, nunca na história se falou tanto da importância da vacinação e do Sistema Único de Saúde (SUS).

No dia 1º de julho de 2021, a vacina BCG completou 100 anos. O imunizante protege contra as formas graves da tuberculose e deve ser aplicado em dose única, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento do bebê, mas crianças de até 5 anos ainda podem receber o resguardo. A BCG é uma das vacinas indispensáveis na primeira infância. Além de defender individualmente os pequenos, elas evitam o retorno de doenças hoje controladas.

Por isso, faço um alerta aos pais: não negligenciem a imunização infantil. Apesar das restrições impostas para impedir a disseminação da Covid-19, é fundamental que o Calendário Nacional de Vacinação seja seguido. O tema, aliás, tem sido cada vez mais desafiador. Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de vacinação das crianças caiu por aqui nos últimos dois anos.

Para se ter uma ideia, a cobertura da BCG foi de 99,72% em 2018, diminuiu para 86,67% em 2019 e chegou a 73,38% em 2020. A mesma coisa acontece com outros imunizantes que devem ser oferecidos antes de a criança completar 1 ano de idade, como aquele que combate a hepatite B. O cenário acende um alerta vermelho, uma vez que importantes vacinas estão sendo deixadas de lado, e doenças antes controladas podem voltar a se espalhar.

Acredito que campanhas de multivacinação em massa em recém-nascidos, e no público infantil como um todo, precisam ser recorrentes. Afinal, meningite, tuberculose, sarampo e poliomielite, dentre outras infecções, são bastante graves e com alto potencial de letalidade. Crianças têm o sistema imunológico ainda imaturo e, por colocarem as mãos e objetos na boca com frequência, estão sujeitas a contrair vírus e bactérias perigosas.

Com exceção da imunização contra a meningite B, todas as outras vacinas destinadas à infância estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e são aplicadas gratuitamente. Porém, para aquelas famílias que buscam comodidade e desejam se sentir mais seguras em relação à aplicação e à tecnologia desses imunizantes, hoje existem empresas privadas que disponibilizam serviços a domicílio com custo acessível, orientação e acolhimento.

Quando aprovadas pelos órgãos responsáveis, as vacinas não oferecem perigo e possíveis reações temporárias são esperadas. A imunização não resguarda apenas a criança, mas tem uma repercussão em toda a comunidade, reduzindo a transmissão de doenças de forma coletiva. Hoje, o acesso a tanta informação não raro deixa pais e mães um pouco perdidos. Então, se me cabe dar um conselho, além da realização de um bom pré-natal, o acompanhamento com o pediatra e o cumprimento do calendário de imunização são fundamentais. Vacinar é um ato de amor e deve ser um pacto entre todos nós.

* Sandi Yurika é pediatra e consultora médica da healthtech Beep Saúde

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