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Rinoplastia: saiba como evitar os riscos

Medidas evitam a ocorrência de complicações como infecções, hematomas, má cicatrização ou alterações nas vias aéreas

Por Lessandro Martins, otorrinolaringologista*
19 set 2023, 08h59

A rinoplastia é considerada uma das cirurgias plásticas mais complexas. Isso porque a estrutura de cada nariz é única, seja pelas formações anatômicas internas, características dos tecidos ou eficiência de cicatrização.

Sendo assim, não há uma especificação para realizar a rinoplastia, seja preservadora (que realiza poucas mudanças) ou estruturada (que reconstrói o nariz), depende de características estruturais de cada paciente.

Além da indicação precisa, o sucesso da intervenção depende da capacidade analítica, do conhecimento e da experiência do médico.

São muitas variáveis e cuidados a serem tomados. Dessa forma, há uma preocupação em garantir a prevenção de riscos dentro da cirurgia. Especialmente em relação às infecções, hematomas, má cicatrização ou alterações nas vias aéreas.

Mas, como é possível fazer essa prevenção? Sempre digo que a principal solução está na própria classe médica. É nossa responsabilidade estarmos atualizados e buscar as melhores alternativas para o paciente, o deixando mais confortável e satisfeito com seus resultados.

Do lado do paciente, é muito importante que este avalie as capacitações do cirurgião que irá escolher, para além do número de seguidores e vsualizações nos vídeos nas redes sociais. Busque conhecer seu histórico e suas reais especializações.

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+ Leia também: Entre a beleza e o perigo: os riscos dos procedimentos estéticos

Depois de encontrar o profissional certo, ambos devem avaliar juntos as opções e ser criteriosos quanto às contraindicações e aos cuidados pré e pós-cirúrgicos, que estão intimamente relacionados à redução de riscos e a melhores resultados.

No pré-operatório, é feita uma bateria de exames para analisar a condição do paciente. No caso da rinoplastia, ela tem indicações restritas para tabagistas e não é indicada para pessoas em estado de instabilidade emocional ou que tenham doenças crônicas, como problemas cardiovasculares ou diabetes.

Já no pós-operatório, é preciso seguir a risca as orientações e ter uma comunicação sincera com o médico para evitar o surgimento de infecções, que são a intercorrência mais comum após a rinoplastia, e podem acontecer por falta de higienização correta ou alimentação indevida.

Para evitar isso, o passo que considero mais importante é a higienização do nariz. Além disso, é crucial permanecer em repouso durante a recuperação e evitar qualquer tipo de esforço nos primeiros sete dias para um bom processo de cicatrização.

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As primeiras 48 horas após a rinoplastia costumam ser as mais desafiadoras, pois a alta sensibilidade do local gera desconforto.

Nesse período, os pacientes podem utilizar soro fisiológico para fazer a limpeza do local e também utilizar bolsas de gelo ou alugar o Hilotherm, um equipamento com máscara de silicone resfriadora.

Essas medidas ajudam a amenizar a dor, a ocorrência de sangramentos e o inchaço na região do nariz.

* Lessandro Martins, otorrinolaringologista, membro fundador da Academia Brasileira de Plástica Facial, membro das academias Americana e Europeia de Plástica Facial e da Academia Europeia de Rinoplastia.

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