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Prevenção e diagnóstico do câncer colorretal nos dias de hoje

O tumor de intestino vem afetando cada vez mais pessoas. Mas tem como evitar e detectar cedo - especialista ensinar a fazer isso no Setembro Verde

Por *Dr. Luis Gustavo Capochin Romagnolo, cirurgião colorretal
Atualizado em 18 set 2019, 12h20 - Publicado em 5 set 2018, 12h37

Atualmente nos deparamos em nossos consultórios com diversas perguntas sobre câncer colorretal, entre elas: por que o aumento do número de casos em pessoas cada vez mais jovens? Qual a alimentação adequada para evitar? Há algum exame preventivo? É justamente para alertar sobre as formas de prevenção e diagnóstico dessa doença que a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) realiza anualmente a campanha Setembro Verde.

Terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres, estima-se que o câncer colorretal provoque 36 360 novos casos em 2018, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trata-se de um aumento de 6% em relação ao ano de 2017.

Acredita-se que o grande acréscimo no número de novos casos de tumores no intestino esteja vinculado ao maior acesso das pessoas a métodos de diagnóstico, como a colonoscopia. No Brasil, a realização desse exame está indicada atualmente a partir dos 50 anos para indivíduos sem histórico na família de tumor ou pólipo no intestino.

No entanto, seguindo a nova orientação da American Cancer Society, a SBCP trabalha para também atualizar sua recomendação para rastreamento de câncer colorretal, que iniciaria já a partir dos 45 anos. Vale ressaltar que nos casos de histórico familiar ou mesmo quando há alterações do hábito intestinal, recomenda-se esse exame com mais antecedência.

Como prevenir o câncer colorretal?

A pergunta é muito interessante porque, quando se fala em prevenção ao câncer, pensa-se em mudanças radicais, como corte total de um ou outro alimento. E não é por aí. O que deve ser reavaliado é nosso estilo de vida. Hoje, acabamos focando no trabalho e na busca de uma melhor qualidade financeira, porém esquecemos que, sem saúde, não conseguimos trabalhar.

A obesidade, o sedentarismo, a má qualidade da alimentação (pobre em fibras alimentares, rica em carne vermelha e alimentos processados), o alcoolismo e o tabagismo são os grandes vilões da vida moderna e, consequentemente, os precursores de mudanças nocivas nos hábitos intestinais. E atenção: o aumento dos casos de alterações da mucosa intestinal é o principal fator que leva ao câncer de intestino.

Mas o que devemos fazer com a dieta? A radicalidade nunca é recomendada. A alimentação tem que ser balanceada, com boa ingestão hídrica (água é fundamental) e de fibras alimentares (frutas, verduras…), e com redução no consumo de carnes vermelhas e também daquelas ricas em gorduras.

Associada à alimentação saudável, é recomendável evitar o sedentarismo. Pessoas com condições de realizar uma simples caminhada três vezes na semana possuem um bom início para mudanças de hábitos. Já para as que são impossibilitadas de fazer atividades de impacto existem práticas aquáticas, como a hidroginástica, e outras que podem ser indicadas por um médico ou preparador físico.

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Outro questionamento é relacionado aos exames: existe algum que detecte o câncer de intestino ou que previna o câncer? Como dissemos acima, o exame de rastreamento é a colonoscopia, na qual se detecta tanto a doença como os pólipos, que podem ser ressecados antes de se transformarem em tumores malignos.

Colocando em prática o conjunto dieta saudável + atividade física + visitas regulares ao médico especialista para consultas + indicação de exame de colonoscopia, o combate e a prevenção a esse mal que aflige toda nossa população vão se tornar mais eficazes e assertivos.

*Dr. Luis Gustavo Capochin Romagnolo, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, coordenador científico do Ircad unidade Barretos e cirurgião colorretal no Hospital de Amor de Barretos

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