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Sexo, libido, ereção, prevenção de doenças… O bem-estar dos homens está na mira do urologista João Brunhara, diretor médico da Omens, plataforma que trata da saúde sexual masculina

O que fazer quando a libido cai?

Médico conta quais são os principais fatores por trás da queda no desejo sexual masculino. Felizmente, é possível resgatá-lo

Por João Brunhara, urologista* 12 ago 2022, 17h18 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h28
ilustração de casal deitado numa cama
Rotina estressante e cenário pós-pandemia afetaram libido dos brasileiros.  (Ilustração: Veja Saúde/SAÚDE é Vital)
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Tem se tornado um roteiro frequente na vida contemporânea: a pessoa é jovem, bem-sucedida, com uma vida profissional, financeira e social resolvida, mas… Tem cada vez menos vontade de ter relações sexuais.

Esse fenômeno vem acontecendo globalmente, com a queda da frequência das relações sexuais afetando sobretudo os mais jovens. Se antes esse declínio acontecia sobretudo após os 50 anos de idade, hoje a coisa está se invertendo. Pesquisa da Omens em parceria com o Datafolha mostra que um quarto dos homens mais novos não fez sexo no último ano.

As explicações são múltiplas, podendo envolver desde motivos religiosos até um excesso de conectividade digital, levando a menos interesse por relações reais. Porém, alguns fatores permeiam a vida cotidiana de quase todas as faixas etárias e podem ser responsáveis pela diminuição da libido em praticamente qualquer habitante de grandes cidades.

Podemos citar horas insuficientes de sono, falta de atividade física, alimentação desbalanceada, sobrepeso, entre outros, mas via de regra o principal vilão da redução de libido é o estresse.

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Em alguns casos, ele se manifesta de forma clara e intensa. Por exemplo, em pessoas que vivem com ansiedade crônica ou sujeitas a um burnout. Porém na maioria das vezes, trata-se de algo mais sutil: constante cobrança por resultados, pressão no trabalho ou cargas horárias excessivas pouco a pouco minam o desejo. Há inclusive fatores fisiológicos envolvidos, como o aumento do cortisol (vulgo hormônio do estresse) e a diminuição da testosterona.

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Somam-se a eles outros agravantes, como problemas de relacionamento e a própria pandemia. Um levantamento feito pelo Datafolha revelou que cerca de 25% dos brasileiros tiveram redução na libido após o início da Covid-19 e quase metade relatou queda na frequência das relações sexuais.

E o que fazer quando a libido cai? A primeira dica é fazer uma revisão do estilo de vida: melhorar o sono, aumentar a atividade física, adotar medidas para reduzir o estresse, manter uma alimentação saudável e o peso dentro do ideal.

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Também é indicado se consultar com um urologista, pois podem ser necessários alguns exames, como a dosagem de testosterona, e eventualmente a prescrição de medicamentos. Suplementos como maca peruana até podem ajudar, segundo estudos, porém o uso deve ser feito sob supervisão médica. A depender da situação, recomendamos um acompanhamento psicológico.

A libido é uma questão complexa e multifatorial. Que pode (e deve) ser abordada quando gera insatisfação e atrapalha a qualidade de vida. Até porque, com a orientação certa, conseguimos resgatar o desejo perdido.

* João Brunhara é urologista, médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e diretor da Omens, plataforma que trata problemas de saúde sexual masculina

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