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É verdade que homens têm mais libido que mulheres?

Partindo de uma nova pesquisa brasileira, médico discute como se manifesta o desejo sexual entre homens e mulheres

Por João Brunhara, urologista* 28 jan 2022, 10h47

No imaginário popular, o estereótipo diz que, num casal heterossexual, normalmente é o homem quem quer ter relações sexuais o tempo todo, enquanto a mulher tentaria evitar uma parte das investidas. Será?

De fato, alguns estudos já mostraram que homens tendem a pensar em sexo de duas a quatro vezes mais do que mulheres. E outra diferença marcante são os estímulos que excitam e instigam o pensamento sexual em cada gênero: homens tendem a ser mais movidos por imagens e estímulos visuais; mulheres apresentam maior resposta a sensações táteis.

Mas, apesar dessas diferenças em termos quantitativos e qualitativos, o desejo por relações sexuais seria tão desigual entre homens e mulheres? Uma pesquisa recente do Datafolha em parceria com a plataforma Omens sugere que essa disparidade não é tão grande assim.

Homens e mulheres responderam qual seria sua frequência ideal de relações sexuais. A resposta mais selecionada em ambos os sexos foi a de três relações ou mais por semana. Ela foi escolhida por 39% das mulheres e 36% dos homens. Em segundo lugar, ficou a resposta de uma a duas vezes por semana, englobando 27% dos homens e 28% das mulheres.

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Ou seja, as respostas mais frequentes mostram um comportamento muito compatível entre ambos os sexos. E, pensando em uma relação heterossexual, parecem metas muito facilmente conciliáveis.

Porém, existem algumas diferenças captadas pelo mesmo levantamento. Enquanto 18% dos homens afirmaram querer ter relações todos os dias, essa porcentagem foi de 10% entre as mulheres − aludindo, nesse aspecto, ao estereótipo do maior desejo masculino. No outro extremo, 8% das mulheres afirmaram não desejar ter relações, contra apenas 4% dos homens.

Ainda que existam distinções entre os sexos, principalmente qualitativas na forma de lidar com a excitação, esses dados brasileiros mostram que, em termos de frequência sexual, os comportamentos são mais semelhantes e harmonizáveis do que se imagina. Bom pra todo mundo!

* João Brunhara é urologista, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e diretor da Omens, plataforma que trata problemas de saúde sexual masculina

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