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Aleitamento materno é um direito de toda criança

Amamentação deve ser fonte de alimentação exclusiva da criança até o sexto mês de vida. No Agosto Dourado, profissional explica o poder do leite materno

Por Fernanda Rabelo, nutricionista*
Atualizado em 19 ago 2021, 19h39 - Publicado em 19 ago 2021, 10h07

De acordo com o resultado preliminar do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), do Ministério da Saúde, no período de fevereiro de 2019 a março de 2020, 45,7 % das crianças de até seis meses recebem exclusivamente o leite materno no país. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é elevar essa taxa para 55%, o que poderia ter impacto direto para salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de 5 anos.

No mês em que comemoramos o Agosto Dourado, que destaca ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância da amamentação, lembramos que o leite materno é um alimento completo. Possui o equilíbrio perfeito entre macro e micronutrientes, protege contra infecções e previne alergias e doenças crônicas no futuro. Além disso, a amamentação é um ato de amor que gera uma conexão entre mãe e filho.

Porém, amamentar requer dedicação e persistência, pois muitas dificuldades podem surgir nesse período. Cada mãe enfrenta seus próprios desafios com a amamentação, e eles podem ter diversas causas. Existem os de ordem fisiológica, como fissuras, dores e mastites; e os emocionais, ligados ao estresse, à pressão dos familiares, a tentativas frustradas e a um ambiente desfavorável. Nesses momentos, o importante é buscar ajuda dentro do círculo familiar, criando uma rede de apoio que favoreça e incentive o aleitamento materno.

No Sabará Hospital Infantil, em São Paulo, contamos com uma equipe multidisciplinar composta de médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e nutricionistas, que está apta a identificar qual a melhor via de oferta do leite materno, garantindo o acolhimento para a mamãe que está com seu bebê internado.

Entendemos que amamentar é um grande desafio e, por esse motivo, o objetivo dos profissionais é alargar essa rede de apoio durante o período dentro do hospital. As equipes atuam em parceria com as mães, fornecendo orientações e ajustando as necessidades — afinal, mesmo numa internação, a amamentação deve ser incentivada e preservada.

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+ LEIA TAMBÉM: Peguei Covid-19. Posso amamentar?

Nesse contexto, é importante desmistificar algumas crenças que insistem em criar bloqueios e sabotagens a esse momento tão crucial na vida da mãe e do bebê. Há quem se questione se o seu leite materno é forte o suficiente, por exemplo.

Cabe esclarecer que existem três fases para o leite materno:

  1. O colostro, que possui maior concentração de proteínas e anticorpos, sendo considerado “a primeira vacina do recém-nascido”;
  2. O leite de transição, que vai, em média, até o 15º dia e é rico em gordura e lactose;
  3. O leite maduro, que possui um equilíbrio entre macro e micronutrientes e deve ser o alimento exclusivo até o 6° mês de vida.

Não são poucas as mães que também ficam com dúvidas sobre o horário certo para amamentar. Devemos ressaltar que não existe um período nem uma frequência exata — cada bebê tem seu ritmo de mamada. Como o leite materno é bem digerido pela criança, tantas vezes o intervalo é menor (nada a ver com leite fraco!). Bebês amamentados em livre demanda não passam fome.

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As mães também não devem ficar encucadas pensando que o bebê só ganhou “tantos gramas” por mês. Cada pequeno tem seu ritmo próprio de crescimento e desenvolvimento. O essencial aqui é realizar o acompanhamento com o pediatra.

Em resumo, amamentar é entrega, é vínculo, é resistência, é recompensa. É também um ato de amor e responsabilidade.

* Fernanda Rabelo é supervisora do Serviço de Nutrição do Sabará Hospital Infantil

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