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É verdade ou fake news? Por Blog Notícia falsa faz mal à saúde. Com o apoio de especialistas e da ciência, desconstruímos os mitos que estão sendo curtidos e compartilhados.

Dipirona importada da Venezuela tem vírus mortal? É fake news!

Mensagem que circula em redes sociais diz que o remédio contra febre e dores é fatal e não deve ser tomado. Investigamos essa história

Por André Biernath - Atualizado em 24 Jan 2020, 14h49 - Publicado em 24 Oct 2018, 13h07

Um novo texto compartilhado no Facebook e no Whatsapp tem preocupado muita gente. A acusação é que um tipo de dipirona fabricada na Venezuela e comprada pelo governo brasileiro estaria infectada com o temido vírus Marburg (veja abaixo). Cuidado: a informação é absolutamente falsa. 

Dipirona importada da Venezuela tem vírus mortal? É fake!

Há alguns meses, um texto parecido foi compartilhado por muita gente. A história era bem parecida: um paracetamol trazido da Índia estava com o vírus Machupo e era bastante perigoso. Numa versão ainda mais antiga, outro tipo de remédio de Moçambique tinha o vírus ebola. Reparou como a estrutura da mentira se repete e só mudam os locais e os personagens?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já se manifestou e afirmou que todos os fármacos comercializados no país passam por um rígido processo de controle de qualidade. Uma situação com uma gravidade dessas nunca passaria despercebida pelas autoridades.

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Além disso, partindo da eventual possibilidade de existir uma contaminação na fabricação do princípio ativo, o comprimido é não possui umidade alguma. Isso impede que o vírus permaneça ativo por muito tempo. É preciso levar em conta ainda que esses fármacos possuem substâncias estabilizadoras em sua fórmula. Esses compostos impedem a ação de qualquer agente infeccioso por ali. Portanto, essa postagem é fake. Não compartilhe! 

A dipirona

Trata-se de uma medicação com efeito analgésico e antitérmico geralmente prescrita nos quadros de febre e dores causadas por resfriados e gripes. É administrada na forma de comprimidos, gotas, supositórios ou injeções. Seu uso deve sempre ser orientado por um médico.

O Marburg

Esse vírus já provocou epidemias em Angola e Uganda na segunda metade do século 20. Os primeiros casos da doença, marcada por uma febre hemorrágica bastante grave, foram descritos na Alemanha e na Sérvia no ano de 1967.

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