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Neuropatia periférica: quando os nervos sofrem

Dormência, formigamento e pontadas nas mãos e nos pés são alguns dos sintomas da condição, comum em idosos e pessoas com diabetes

Por Dra. Juliana Guedes, médica* - Atualizado em 12 nov 2019, 10h48 - Publicado em 2 set 2018, 12h57

Quando uma doença não gera sinais tão evidentes, a tendência é que ela seja ignorada. As pessoas pensam que logo vão ficar bem. Isso não acontece com a neuropatia periférica, problema que afeta os nervos das extremidades do corpo. As manifestações da doença são incômodas, mas nem sempre o indivíduo dá a devida atenção a elas ou sabe traduzir o que sente para o médico. Os principais sintomas são dormência, formigamento e pontadas nas mãos e nos pés.

A neuropatia periférica acomete milhões de pessoas pelo mundo, principalmente diabéticos, idosos e quem tem deficiência de vitamina B. Como o nome dá a entender, o alvo da complicação são os nervos periféricos, responsáveis por levar as informações da periferia do corpo (dos membros superiores e inferiores, por exemplo) até o sistema nervoso central, representado pelo cérebro e a medula. Se os nervos estão doentes, a comunicação dentro desse sistema não acontece direito. E isso dá margem para as sensações e os sintomas descritos pelos pacientes. Eles podem variar caso a caso, a depender do tipo de nervo afetado. Uns sentem mais dormência, outros sentem dor.

Pessoas com diabetes correm maior risco de encarar a neuropatia porque anos de descontrole e glicose elevada lesam os nervos periféricos. O avançar dos anos, associado a hábitos desequilibrados, também concorre a favor dessa situação. Bem como a carência de vitamina B — seu desfalque prejudica a comunicação pelos nervos.

É fundamental que a população esteja mais a par do problema, uma vez que desconhecê-lo ou negligenciá-lo pode render consequências perigosas, entre elas a amputação de membros. Por isso, as pessoas devem reportar para o médico a existência dos sintomas citados.

Algumas delas relatam uma sensação parecida ao ato de usar sempre uma luva, que diminui a sensibilidade ao toque. Há quem descreva sentir como se fossem formigas caminhando pela pele ou pequenos choques. Todas essas descrições ajudam o profissional de saúde a levantar a suspeita para a neuropatia.

Não se acostume com esses sintomas. Se eles persistirem, fale com o médico. Isso porque o tratamento precoce indicado pelo especialista irá ajudar a melhorar a situação e devolver a qualidade de vida comprometida pelos incômodos. É também um passo essencial para que o problema não se agrave.

* Dra. Juliana Guedes é gerente médica da Merck Consumer Health

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