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Você sabe o que são linhas de Blaschko?

Todo mundo tem essas listras invisíveis. E é quando elas aparecem que podem sinalizar algum problema de saúde

Por Thiago Nepomuceno - Atualizado em 30 nov 2018, 19h04 - Publicado em 27 nov 2018, 08h00

Sabia que todos nós temos “listras”? Elas seguem a extensão inteira do corpo, formando um “V” nas costas, retas horizontas nas extremidades e uma espécie de “ampulheta” no rosto. Olhou-se no espelho e não viu nada? Isso é normal: as chamadas linhas de Blaschko são invisíveis, revelando-se apenas na presença de algumas doenças.

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Elas têm origem no útero, nos primórdios da formação da vida. Qualquer ser humano nasce a partir de uma única célula, que se divide incontáveis vezes. Essas unidades vão se especializando para formar órgãos, músculos, sistema nervoso etc. E um grupo específico de células vai compor a pele. Aí que está: elas se multiplicam em linhas que cobrem transversalmente o embrião. Assim que uma é concluída, outra começa a ser feita — formando as listras e redemoinhos. Essas são as linhas de Blaschko.

Via de regra, elas são invisíveis porque as células são geneticamente iguais. Porém, acredita-se que mutações raras e específicas tornam parte delas um pouco diferente das demais. Assim, as linhas de Blaschko acabam se mostrando. “Há muitas doenças que podem fazê-las aparecer”, comenta Samara Silva Kouzak, médica e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Desde as mais raras, como a síndrome do nevo epidérmico verrucoso, a  esclerose tuberosa e a neurofibromatose, até algumas mais comuns, como vitiligo e psoríase”.

Ou seja, linhas de Blaschko visíveis não são uma enfermidade em si, mas sim um sintoma. “O tratamento varia para cada situação, mas há intervenções clínicas para diminuir as listras quando se tratarem apenas de alterações na pele”, acalma Samara. Se notar essas linhas em você ou em crianças, não precisa entrar em pânico. Marque uma consulta para buscar a melhor alternativa para o seu caso.

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