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Quais as vantagens de ficar um mês sem beber álcool? Conheça o Dry January

Da melhora no sono à perda de peso, passar um mês sem consumir bebida alcoólica traz ganhos imediatos, segundo um estudo

Por Maria Tereza Santos 11 jan 2019, 13h24

Já pensou em ficar um mês sem beber? Na Inglaterra, uma campanha anual mobiliza pessoas a passarem os 31 dias de janeiro sem ingerir bebidas alcoólicas – é o “Dry January”, ou janeiro seco em tradução livre. E uma análise da Universidade de Sussex revelou que melhora do sono, economia de dinheiro e perda de peso estão entre os benefícios dessa empreitada.

O “Dry January” tem como objetivo provar que é possível se divertir, relaxar e socializar sem uma latinha de cerveja na mão. Através de um aplicativo, os participantes acompanham seu desempenho, registrando as mudanças sentidas no processo. Eles também têm acesso ao depoimento de outros usuários, o que funciona como um incentivo.

Pois bem: o estudo da universidade britânica pediu para 816 pessoas que fizeram parte da experiência em 2018 preencherem um formulário online. Com as respostas em mãos, os pesquisadores descobriram que:

  • 88% dos indivíduos economizaram dinheiro
  • 71% passaram a dormir melhor
  • 70% relataram uma melhora geral na saúde
  • 67% se sentiram mais dispostos
  • 58% perderam peso
  • 57% aprimoraram a concentração
  • 54% observaram melhorias para a pele

“Sabemos dos riscos relacionados ao álcool, como câncer, doenças no fígado e problemas de saúde mental. Mas muitas vezes não temos consciência de que beber menos traz consequências imediatas”, afirma Richard Piper, CEO da Alcohol Change UK – ONG que organiza o projeto –, em comunicado à imprensa.

Repercussão a longo prazo no consumo de álcool

Se engana quem acha que deixar de tomar vinho, cerveja e afins por 31 dias faz as pessoas “voltarem com tudo” na sequência. Seis meses após o Dry January, aconteceu exatamente o contrário.

Veja: entre os participantes, as saídas para beber durante a semana caíram de 4,3 para 3,3 vezes. Já a quantidade de copos e garrafas comprados por dia foi de 8,6 para 7,1.

E o número de bebedeiras? Se antes do desafio os voluntários ficavam alcoolizadas, em média, 3,4 vezes por mês, depois dele esse número diminuiu para 2,1.

“Curiosamente, essas mudanças também foram vistas em quem não conseguiu permanecer longe do álcool por um mês inteiro – embora os benefícios sejam um pouco menores. Isso mostra que existem ganhos reais só de tentar realizar o Dry January”, conclui Richard De Visser, psicólogo que liderou a pesquisa da Universidade de Sussex.

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