Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Primeiro remédio para doença de pele grave é aprovado no Brasil

Problema marcado pela formação de caroços inflamados em dobras do corpo ganha um tratamento inédito

Por André Biernath Atualizado em 28 out 2016, 00h51 - Publicado em 20 jan 2016, 12h42

O medicamento adalimumabe, da farmacêutica Abbvie, acaba de ser liberado no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Ele é o primeiro tratamento eficaz para a hidradenite supurativa, também conhecida como acne inversa. A doença costuma acometer grandes dobras da pele, como axilas, virilhas, seios, nádegas e partes internas da coxa. O quadro começa com a inflamação do folículo piloso, estrutura que produz os pelos. Daí, bactérias ampliam a encrenca, o que leva à formação de nódulos endurecidos e dolorosos. Muitas vezes, a dor faz o indivíduo ficar na cama por alguns dias, sem poder realizar suas atividades. 

Até agora, cirurgias para remover a pele afetada eram a única maneira de combater a condição. Antibióticos também são uma saída para conter o avanço da doença. O novo medicamento, administrado por meio de injeções subcutâneas, faz parte da classe dos anticorpos monoclonais, moléculas que imitam a ação de substâncias próprias do organismo humano. O adalimumabe bloqueia a TNF-alfa, proteína que está em níveis elevados na hidradenite supurativa. Esse composto é responsável por desencadear a inflamação e gerar as complicações na pele. A droga é indicada para pessoas com mais de 18 anos e permite controlar a doença — os estudos mostraram que, após três meses de uso, os nódulos inflamatórios foram reduzidos pela metade.

Apesar dos avanços recentes, a hidradenite é cercada de mistérios. Os médicos não sabem com certeza absoluta quais os fatores que propiciam o surgimento do problema. Levantamentos indicam que ela afeta três vezes mais mulheres do que homens. A maioria dos pacientes é tabagista e costuma estar acima do peso. Portanto, para a diminuição dos sintomas, também é indicado perder alguns quilos e largar o cigarro.

A vlogueira Jéssica Tauane, que tem a doença, recentemente fez um vídeo contando a sua experiência com as crises.

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 14,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Acesso imediato ao app da Veja Saúde, com as edições digitais, para celular e tablet.

a partir de R$ 9,90/mês