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Pesquisa coloca método anticoncepcional em xeque

Estudo sugere que uma alternativa permanente para evitar a gravidez pode oferecer riscos

Por André Biernath Atualizado em 27 out 2016, 22h33 - Publicado em 19 abr 2016, 09h00

O Essure, armação metálica implantada na tuba uterina para evitar uma gestação, foi objeto de estudo na americana Universidade Cornell. Casos de 8 mil mulheres com o dispositivo foram comparados aos de outras 44 mil que fizeram a ligadura das trompas. E o Essure aumentou em dez vezes a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica. “Isso pode estar relacionado a complicações como alergia, dor e sangramento”, lista o médico Art Sedrakyan, que assina o trabalho. A Bayer, responsável pelo produto no exterior (ele é comercializado por terceiros no Brasil), defende-se por meio de nota: “Asseguramos que o Essure é eficaz e tem perfil de benefício-risco positivo para quem quer uma opção à laqueadura. A segurança e eficácia do Essure são demonstradas em várias publicações científicas durante uma década de investigação, desenvolvimento e uso pós-aprovação (uso em condições não controladas)”.

Duas vias de esterilização

Entenda a diferença entre as técnicas comparadas no estudo
 
Laqueadura

É realizada por meio de uma cirurgia minimamente invasiva. O médico corta ou amarra as trompas, o que impede o encontro do óvulo e do espermatozoide.

Essure

Uma espécie de mola é inserida nas trompas por meio de um procedimento bem simples. Após alguns meses, o material se expande e, assim, bloqueia a união dos gametas.

 

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