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Gravidez psicológica em cadelas

Saiba mais sobre a gravidez psicológica em cadelas, comum na época do cio

Gravidez psicológica em cadelas

A cadela que está sofrendo com a gravidez psicológica pode adotar objetos, como ursinho de pelúcia, para cuidar e proteger
Foto: Dreamstime

Você reparou que a sua cadelinha está mais gorda e com as mamas inchadas? Talvez ela não esteja esperando filhotes. O que a cadela tem é gravidez psicológica, muito comum na época do cio. São as alterações hormonais provocadas que detonam a gravidez de mentirinha, em que o corpo do animal se prepara para abrigar os filhotes e o comportamento, não raramente, muda da água para o vinho. “A pseudociese, popularmente conhecida como gravidez psicológica, também pode acometer as gatas, mas é bem mais comum entre as cadelas”, conta o veterinário Renato Miraka. Se liberados em excesso, os hormônios provocam as mesmas reações de uma gestação de verdade. A grande responsável é a prolactina, o hormônio da amamentação, que passa a ser produzido em grande quantidade.

Os sinais se manifestam cerca de dois meses após o cio – tempo médio de duração de uma gravidez. E aí é ter paciência com o sofrimento do bicho, que leva de duas a três semanas. “Se esse estado se repete a cada ciclo e o dono não pretende cruzar o animal, o melhor mesmo é castrar“, indica o veterinário Mário Marcondes, de São Paulo. Além de solucionar o problema de vez, a retirada do aparelho reprodutor evita que as altas taxas hormonais causem infecções indesejadas e até tumores graves. E não se engane: o cruzamento não é uma forma de tratamento da pseudociese. “Nada garante que, mesmo depois de uma gestação legítima, o bicho fique livre dos falsos sintomas”, completa Marcondes.

Os sintomas da gravidez psicológica

· Falta de apetite

· Agressividade

· Carência e dengo

· Mamas inchadas e cheias de leite

· A cadela poderá preparar um ninho, uma espécie de cantinho especial para receber os filhotes, além de adotar um objeto qualquer para cuidar e proteger
 

Você pode ajudá-la
 

Observe como ela se comporta. O melhor é deixá-la o mais à vontade possível. Tudo bem se adotar um brinquedinho, mas não deixe que lamba as próprias mamas. Caso contrário, continuará estimulando a produção de leite, o que prolonga essa fase. Um protetor, facilmente encontrado nas lojas especializadas, resolve o problema. “Se mesmo assim o leite for abundante, o especialista indicará um medicamento para controlar a prolactina”, explica a veterinária Alessandra Paschoal, de Ribeirão Preto. “As mudanças de comportamento podem ser controladas com homeopatia”, sugere Jane Maria Leite, veterinária de São Paulo.
 

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