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Crianças com baixa estatura em relação à idade: o que fazer?

Saiba no que a baixa estatura influencia na vida da criança e como reverter esse quadro

Atenção: a baixa estatura em relação à idade merece investigação
Foto: Getty Images

Se há uma queixa que o pediatra vive escutando é a de que a criança está mais baixa do que seus colegas de escola. Ansiosos, muitos pais logo indagam se não é caso de tomar hormônio de crescimento, sem saber que, na maioria das vezes, a solução passa ao largo dessa substância.

Tamanho é documento, sim. Pelo menos quando se quer ter certeza de que a saúde do filhote vai bem, obrigado. Por isso, ainda que os pais não sejam altos, a baixa estatura em relação à idade merece investigação. É claro que a herança familiar deve ser levada em conta, mas não se pode desprezar outros fatores que atrapalham o desenvolvimento. “Às vezes o problema denuncia uma doença”, comenta o endocrinologista Durval Damiani, de São Paulo.

Na lista dos empecilhos para o ganho de altura estão males nada óbvios, como asma, diabete e síndrome do intestino irritável. De nada adianta tomar hormônio de crescimento, o famoso GH (sigla do inglês growth hormone), antes de ter segurança absoluta de que é mesmo necessário. Em alguns casos, o medicamento dado à toa é inócuo mas, em outros, podem ocorrer efeitos desastrosos, como crescimento exagerado do nariz, das orelhas, dos pés e das mãos.

Nunca é demais lembrar que o fermento da criança são os cuidados com a saúde. Para esticar, o organismo precisa de energia. “Se o corpo enfrenta com freqüência infecções ou crises de doenças crônicas, ele passa a concentrar esforços na sua defesa e, absorvido nessa tarefa, deixa o crescimento de lado”, explica o endocrinologista pediátrico Luís Eduardo Calliari, de São Paulo.

Pela mesma lógica da prioridade – afinal, crescer não é vital -, ninguém ganha centímetros com uma alimentação capenga. “O problema pode não ser quantidade de comida, mas o déficit de carboidratos, vitaminas e sais minerais provocado pela falta de variedade”, aponta a nutricionista Rosilei Volpe.


Barreiras para o salto em altura

· A dificuldade para respirar – provocada por alergias, apnéia ou adenóide aumentada – deixa o corpo com falta de combustível, o oxigênio.

· Doenças crônicas – diabete, problemas renais ou cardíacos – consomem parte da energia destinada ao crescimento.

· Tudo o que afeta a absorção de nutrientes, como a doença celíaca e a síndrome do intestino irritável, é um atravancador.

· Distúrbios nas glândulas, que às vezes nem têm a ver com hormônio do crescimento, também são obstáculos.
 

Família pequena
 

Filhos de baixinhos serão baixinhos? Não se contente com essa justificativa. “É besteira achar que a baixa estatura se deve sempre a uma herança genética”, desmitifica Durval Damiani. Existe a possibilidade de os pais não terem crescido por algum outro motivo. “Daí a importância da investigação”, completa o pediatra Luiz Anderson Lopes.

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