Clique e assine com até 72% de desconto

Como limpar aparelhos eletrônicos para evitar Covid-19 e outras doenças

A faxina ganhou holofotes na pandemia de coronavírus. Mas a limpeza de equipamentos eletrônicos demanda maior cuidado. Descubra como realizá-la

Por Maria Tereza Santos 21 ago 2020, 19h21

Para prevenir a infecção pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da Covid-19, os brasileiros passaram a se empenhar mais na limpeza da casa. Uma pesquisa do Instituto Qualibest, realizada em março de 2020, mostrou que 94% dos 3 003 respondentes (ou seja, 2 823 deles) mudaram seus hábitos de higiene. Só que os aparelhos eletrônicos exigem um tratamento especial na hora da faxina, já que, dependendo de como forem manejados, podem sofrer danos.

Isso não é desculpa para deixar de limpá-los, viu? O patologista Jorge Luiz Araújo Filho, professor das Faculdades Integradas de Patos, na Paraíba, aponta que, mesmo que a pandemia tenha ressaltado a importância da higienização, as doenças provocadas por micro-organismos afetam milhões de pessoas no mundo todos os anos.

“Com o uso indiscriminado de medicamentos antimicrobianos e produtos químicos desinfetantes, os agentes infecciosos estão se tornando cada vez mais resistentes. Por isso, a higienização adequada e frequente dos equipamentos eletrônicos é fundamental, mesmo após o fim do surto de Covid-19”, comenta o patologista, que também trabalha oferecendo consultoria para ações estratégicas em biossegurança.

Essa preocupação não é à toa. Segundo Araújo Filho, existem cerca de 23 mil bactérias e fungos em celulares, por exemplo. “Dados revelados por uma pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mostram ainda que os teclados de computadores têm até 400 vezes mais bactérias do que um vaso sanitário!”, informa.

E esses seres microscópicos são capazes de sobreviver por dias, meses ou até mais de um ano, dependendo das condições dos aparelhos.

Pensando nisso, a empresa LG Electronics do Brasil firmou uma parceria com o patologista para compartilhar informações sobre como limpar corretamente os eletrônicos e, assim, garantir a saúde dentro de casa. Veja abaixo as principais dicas do professor e dos especialistas da marca.

Ah, um recado: eles lembram que, antes de seguir essas sugestões, é importante verificar as recomendações dos respectivos fabricantes.

Tablets e celulares

Devem ser higienizados com mais frequência, principalmente os celulares, já que tocamos neles o tempo todo. No início da pandemia, muita gente aproveitou o álcool em gel para desinfetá-los, mas o ideal é utilizar álcool isopropílico 70%, pois ele não leva água em sua composição.

“O álcool em gel serve apenas para as mãos. Ele tem glicerina, que serve para hidratá-las”, esclarece Araújo Filho. “Já o álcool líquido comum é indicado para superfícies, como maçanetas, mesas e portas. Em componentes eletrônicos, ele causa oxidação, comprometendo o aparelho”, completa.

O profissional recomenda colocar um pouco da versão isopropílica em uma escova macia ou em um cotonete (remova uma parte do algodão) para limpar as áreas mais internas, sempre com movimentos suaves.

“Higienize também as capinhas, e priorize as laváveis”, acrescenta Araújo Filho. O time da LG lembra que o equipamento precisa estar desligado e sem cabos nem acessórios.

  • Televisão

    Após desligar da tomada, tire a poeira da TV com um pano de microfibra macio e seco, seguindo apenas uma única direção. “Não use produtos de limpeza na tela, porque provocam danos permanentes”, alerta o patologista.

    Caso haja marcas de impressão digital ou sujeira ali, dá para passar o tecido umedecido com um pouco de água.

    A LG sugere utilizar um pincel de cerdas macias ou cotonete para limpar os cantos da tela e as entradas USB e HDMI.

    E não dá para esquecer um dos grandes redutos de vírus, bactérias e fungos: o controle remoto. “Por ser tocado a todo instante, e muitas vezes por várias mãos, ele se torna um potencial disseminador de contaminações”, justifica Araújo Filho.

    Para desinfetá-lo, retire as pilhas e passe um pano umedecido com álcool isopropílico. Se houver sujeira visível, pode molhar levemente o tecido com água e um pouco de detergente.

    Ar-condicionado

    Esse é um equipamento que, além de concentrar agentes causadores de doenças e alergias, é capaz de disseminá-los pelo ar. “Normalmente, a limpeza deve ser feita a cada 15 ou 30 dias. No entanto, convém aumentar a frequência neste momento”, informa o professor.

    Veja as principais dicas dele e dos especialistas da LG para realizar a faxina do filtro:

    1. Antes de mais nada, coloque máscara e luvas.

    2. Remova o filtro cuidadosamente, evitando balançá-lo, para que as partículas não se disseminem no ar nem sejam inaladas.

    3. Limpe com uma esponja ou escova macia, água corrente e detergente neutro.

    Continua após a publicidade

    4. Coloque o filtro para secar em um ambiente ventilado e só o insira novamente no equipamento quando estiver seco.

    5. Por fim, use um pano umedecido com água e um pouco de detergente neutro — aqui, não é necessário produzir muita espuma — no gabinete do ar-condicionado e seque com outro.

  • Computador e notebook

    Em tempos de isolamento social, esses aparelhos estão entre os que demandam limpeza constante, já que a utilização ficou muito mais frequente. “Há o risco de serem contaminados por mãos que tocam em superfícies e, em seguida, no teclado e no mouse” observa o especialista.

    “É comum tocar neles após fazer alguma refeição, tornando-os, assim, um ambiente favorável para a proliferação de micro-organismos”, acrescenta.

    Nos teclados e mouses, devemos usar um pano ou papel levemente umedecido com álcool isopropílico 70%. Já na tela, recorra apenas um pano seco e macio. “Caso tenha sujeira visível, é necessário passar algum produto específico para monitores, que são encontrados em lojas de informática”, orienta Araújo Filho.

    Durante a pandemia, o indicado é fazer isso sempre que alguém diferente utilizar a máquina. Se ela for de uso individual, a limpeza pode ocorrer semanalmente.

    Para desempoeirar as entradas e saídas de ar, use a mesma dica dos celulares e tablets: cotonete ou um pincel fino.

    A LG frisa que isso é especialmente importante porque esses locais podem ser bloqueados pelo acúmulo de sujeira. Aí, sobe o risco de danos ao aparelho, já que é por ali que o ar quente sai de dentro dele.

    Uma outra sugestão dos especialistas da empresa para remover partículas que tenham entrado no teclado é lançar mão de pincéis ou miniaspiradores.

    Aspirador de pó

    Grande aliado na limpeza da casa, o aspirador precisa passar por uma limpa. Afinal, após exercer sua função, ele vira um reservatório de sujeira.

    Com o aparelho desligado da tomada, remova cuidadosamente o filtro e despreze toda a sujeira em um saco. Lave as peças plásticas e o filtro com uma bucha ou escova macia, água corrente e detergente.

    “Coloque luvas para esse procedimento. Durante a pandemia, fique de máscara”, ensina Araújo Filho.

    Aqueles robozinhos modernos também não escapam da faxina. “As escovas e o filtro HEPA devem ser higienizados frequentemente com os mesmos itens dos aspiradores comuns”, aconselha.

    Fones de ouvido

    Junto com os computadores, os fones foram mais recrutados durante a quarentena, principalmente entre os trabalhadores do home office, que vira e mexe precisam participar de reuniões virtuais.

    “O fone contaminado é capaz de provocar otites e outras infecções. Para evitar esses problemas, é necessário fazer uma limpeza adequada”, alerta o patologista.

    Os experts da LG e o cientista também prepararam um passo a passo para a assepsia correta desse equipamento:

    1. Remova as espumas ou borrachinhas.

    2. Lave-as com água e detergente neutro.

    3. Espere secar completamente antes de recolocá-las.

    4. No corpo do fone, utilize uma escova para remover o excesso de sujeira visível.

    5. Finalize com um pano ou lenço de papel levemente umedecido com álcool isopropílico.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade