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Mito ou verdade: o gengibre aumenta a pressão?

Na verdade, seu impacto é oposto, ajudando na prevenção de problemas cardiovasculares. Entenda o que o gengibre realmente faz

Por Eduardo Barcelos 22 jul 2026, 14h30
gengibre
O gengibre vem ganhando destaque na ciência. (Foto: Sheila Oliveira/SAÚDE é Vital)
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Versátil e fácil de incorporar a diferentes receitas, o gengibre também é valorizado há séculos em diversas práticas da medicina tradicional. Ainda assim, uma dúvida pode surgir com frequência entre pessoas com problemas cardiovasculares, especialmente hipertensão: existe o risco de o consumo de gengibre aumentar a pressão arterial?

A seguir, entenda como ocorre o aumento da pressão e veja se o gengibre pode influenciá-la de alguma forma.

Como ocorre a hipertensão

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Com isso, o coração precisa fazer um esforço maior do que o habitual para bombear o sangue e garantir sua distribuição correta pelo corpo.

Diferentes fatores podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão arterial: obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo e consumo excessivo de álcool ou sódio. Além disso, a condição também é comum em pessoas com predisposição hereditária.

Mas, afinal, o gengibre pode aumentar a pressão arterial?

Em poucas palavras, não. Muito pelo contrário: o gengibre na verdade possui propriedades com potencial preventivo contra doenças cardiovasculares, contribuindo para a diminuição da hipertensão e o controle da pressão arterial. Essa resposta está relacionada à ampla lista de benefícios que o consumo regular de gengibre pode oferecer.

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Um estudo realizado em 2025 aponta que compostos como o 6-shogaol e o 9-gingerol, ao lado de outros componentes bioativos do gengibre, exercem um papel importante na redução da pressão arterial, na melhora do perfil lipídico e na proteção dos vasos sanguíneos. Sua ação sobre a dilatação dos vasos pode ainda ajudar na prevenção de problemas como trombose, AVC e infarto.

Esses compostos bioativos também apresentam propriedades anti-inflamatórias e antieméticas, que podem ajudar a relaxar os músculos do estômago e do intestino, além de aliviar náuseas e vômitos.

Entretanto, embora o alimento ofereça diversos benefícios, pacientes hipertensos não devem substituir medicamentos prescritos pelo consumo de gengibre. A recomendação é sempre consultar um médico para avaliar cada caso.

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