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Campanha de vacinação contra raiva vai começar em São Paulo

Postos de vacinação estarão espalhados por toda a cidade – e, dependendo da data, pelo Brasil. Saiba mais sobre a doença e quem deve se proteger contra ela

Por Maria Tereza Santos 17 ago 2018, 17h56

Na segunda-feira (dia 20 de agosto), será iniciada a Campanha de Vacinação contra Raiva na cidade de São Paulo. A vacina é obrigatória para cães e gatos e estará disponível gratuitamente em 1 900 postos de atendimento distribuídos pela capital, que funcionarão das 10 às 16 horas, até o dia 2 de setembro.

O veterinário e gerente técnico de pets da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento, lembra que a imunização é a principal medida de prevenção da raiva – falaremos mais sobre a doença depois. Ela deve ser feita a partir dos 3 meses de idade nos filhotes e, anualmente, em todos os bichos saudáveis.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo recomenda que, apesar de não haver contraindicação, donos de cadelas prenhes optem por dar a dose em clínicas veterinárias, devido ao risco na locomoção e no manejo. Eles também orientam a procurar um dos postos fixos de vacinação caso o animal esteja no cio.

Você encontra a relação completa de postos e as datas de funcionamento de cada um no site da Divisão de Vigilância de Zoonoses, ou pelo telefone 156.

A campanha também acontece em outras regiões do estado de São Paulo e no restante do país. Para saber quando, entre em contato com a prefeitura da sua cidade.

O que é a raiva?

É uma infecção que afeta o sistema nervoso central de animais e seres humanos, ocasionada pelo vírus rábico. Ele está presente na saliva dos bichos infectados e é transmitido, principalmente, através de mordidas.

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Os principais sintomas são: mudanças no comportamento, salivação excessiva, desorientação, convulsões e morte. Os sinais variam de acordo com a fase da doença e aparecem após o período de incubação, que pode levar de três a seis semanas.

“Ao notar qualquer alteração no comportamento do pet, o tutor deve isolá-lo do contato com pessoas e outros bichos e procurar auxílio veterinário”, alerta Andrei.

Por ser fatal na grande maioria das vezes, é importante não deixar de imunizar seu bichinho. “Com a vacinação em dia, uma nutrição adequada e boas condições sanitárias, certamente ele terá uma vida longa e saudável”, relata o veterinário.

Ele sugere ainda que outras medidas preventivas sejam adotadas, como evitar o contato do seu animal com outro desconhecido.

O que fazer se você ou seu pet for mordido

Em ambos os casos, o primeiro passo é higienizar bem o local da mordida com água e sabão. Se o cão ou gato que deu a mordida estiver acompanhado, pergunte ao dono se a vacinação está em dia e quando foi aplicada a última dose.

“De qualquer forma, o médico ou veterinário deve ser procurado imediatamente para avaliar quais medidas devem ser tomadas”, conclui. Infelizmente, não há um tratamento curativo.

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