Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Quando a sociedade deixa as mulheres doentes

Best-seller de escritora sul-coreana retrata os golpes do machismo no equilíbrio mental de uma jovem mãe

Por Diogo Sponchiato 23 abr 2022, 12h25

Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos pelo mundo, como atesta a capa do livro, Kim Jiyoung, Nascida em 1982, da Intrínseca (clique aqui para ver e comprar*), é protagonizado por uma mulher que largou o emprego para se dedicar à filha pequena na Coreia do Sul.

Mas simboliza e representa uma multidão de outras mães que, nos quatro cantos do planeta, sofrem com as manifestações escancaradas ou camufladas do machismo.

Tudo começa com a Kim Jiyoung do título incorporando, para o espanto do marido, a voz e os trejeitos de sua mãe e de sua avó — como se estivesse possuída ou fora de si mesma — e a necessidade de buscar um tratamento para ela.

E aí somos apresentados, de modo reto e direto, a um resumo da sua biografia: da infância em que ela e a irmã eram preteridas dos luxos da casa em favor do irmão mais novo à vida adulta atormentada pela discriminação de gênero e o risco de assédio sexual no trabalho, passando por uma juventude acanhada pelo medo de perseguições na rua.

É o machismo em suas múltiplas faces, alimentado por uma sociedade em que o avanço tecnológico convive com um conservadorismo que rebaixa com frequência a mulher — mesmo que inconscientemente, como demonstra a relação da personagem com o esposo. Machismo que, de gota em gota, faz tanta gente perder o chão e ficar com a alma doente.

+ LEIA TAMBÉM: Violência contra a mulher, um sofrimento silencioso

capa do livro
Capa: Intrínseca/Divulgação

Kim Jiyoung, Nascida em 1982
Autora: Cho Nam-Joo
Editora: Intrínseca
Páginas: 134

 

Continua após a publicidade

Compartilhe essa matéria via:

O meio também machuca

Romance aponta o dedo para questões que abalam o estado emocional da mulher

Lei do machismo: tolerância com piadas e desrespeito com as mulheres e salários mais baixos para elas são exemplos de uma cultura que não se restringe à Coreia do Sul.

Conflitos familiares: a obra aborda como o futuro do filho homem tem de ser sempre priorizado em detrimento das filhas mais velhas, a despeito de vontades e capacidades.

Assédio nas ruas: cantadas, gestos e perseguições a garotas pelas vias e transportes públicos demonstram que esse comportamento carece de punições efetivas.

Abuso no trabalho: mulheres penam com menos oportunidades de emprego, estão mais sujeitas a explorações e encaram preconceito inclusive por tirar licença-maternidade.

Falta de compreensão: mesmo em casa, o machismo implícito influencia as decisões — normalmente, são elas que precisam largar o trabalho com a chegada dos filhos.

*A venda por meio desse link pode gerar algum tipo de remuneração para a Editora Abril. 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 14,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Acesso imediato ao app da Veja Saúde, com as edições digitais, para celular e tablet.

a partir de R$ 9,90/mês