Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Podcast trata de luto e outros desafios emocionais

Programa nasceu após dois jornalistas perderem pessoas próximas. Sétima temporada aborda questões de saúde mental como burnout e depressão

Por Thaís Manarini
Atualizado em 16 dez 2022, 14h30 - Publicado em 16 dez 2022, 14h30

Em dois anos, o jornalista Renan Sukevicius perdeu as duas avós — ainda mudou de casa e se demitiu. “Percebi que as pessoas ao redor também enfrentavam términos dos mais variados”, conta.

Sua amiga e colega de profissão Juliana Dantas foi uma delas: viu a avó materna e o pai morrerem em três meses. Após essas experiências, os dois criaram o Finitude, um podcast cuja proposta inicial era abordar diversos tipos de fim — de um livro, do ano, da vida…

Mas, a partir da segunda temporada, a morte virou protagonista. “Não significa que amamos frequentar velórios ou passear por cemitérios, mas, sim, que buscamos alguma consciência da nossa condição finita”, diz Renan.

Compartilhe essa matéria via:

O tema é tabu na sociedade, incluindo nos meios de comunicação. Juliana lembra que, vira e mexe, deparamos com frases como “Perdeu a luta para o câncer” quando alguém morre devido à doença. “Mas a morte não é um fracasso, é uma condição humana”, nota.

Com delicadeza e acolhimento, os dois jornalistas ressignificam tudo o que cerca o término da vida. Na sétima (e mais recente) temporada, outros temas envoltos em estigmas e cada vez mais presentes no dia a dia ganham destaque.

Confira um bate-papo com a dupla:

VEJA SAÚDE: O podcast Finitude foi lançado depois de perdas marcantes na vida de vocês. Por quê?

Renan: Olhar para esses infinitos fins é muito duro. Entendi que encarar essa nova realidade acompanhado pode ser melhor. Acho que o Finitude é uma companhia para quem precisa de algum modo desabafar e não encontra alguém para ser escutado.

Qual a importância de encarar a morte sem tabus, como fazem nos episódios do programa?

Renan: A morte é a única certeza da vida. E essa não pode ser uma frase para encerrar conversas. Ela é excelente para abrir um diálogo. A partir daí, tentamos viver melhor, em harmonia com a gente mesmo e com os outros, sempre que possível. Uma chave em mim virou quando entendi que a morte não é o contrário da vida, mas do nascer. É um processo natural e inescapável.

Continua após a publicidade

Juliana: Ainda é difícil encontrar espaços sociais abertos e preparados para acolher as facetas mais desafiadoras da vida. Um dos trabalhos que buscamos fazer é este: pensar em como cada um de nós, pessoa física, pode estar mais preparado para acolher o outro verdadeiramente. Sem frases prontas, sem minimizar a dor alheia.

+ Leia também: “Se tem vida, tem jeito”: a história e missão de uma suicidologista

Por que vocês fazem questão de falar dos cuidados paliativos?

Juliana: Tive a oportunidade de acompanhar a morte da minha avó materna, Olga, e do meu pai, Audálio, com extrema dignidade, em 2018, no Hospital Premier, o primeiro do Brasil a se dedicar exclusivamente aos cuidados paliativos. Me senti privilegiada.

Foi um alívio, seguido de uma inquietação. Não é justo que seja privilégio ter acesso ao conforto, a um bom manejo de sintomas, a um olhar completo para o indivíduo que está como paciente e para a família dele.

Perder alguém é sempre ruim, mas o “como” importa muito. Acredito que, quanto mais o cidadão comum entender como os cuidados paliativos podem ser benéficos, passará a exigi-los como o direito que são.

Continua após a publicidade

De onde veio a ideia de explorar outros temas da saúde mental?

Renan: Estamos inseridos em um sistema que nos obriga a sermos produtivos o tempo todo, que não abre espaço para o ócio e o lazer. E que trata as subjetividades como um problema a ser superado ou anestesiado. Acreditamos que discutir o tema jornalisticamente, em áudio e vídeo, servirá daqui a uns anos quase como um registro, uma foto, de como olhávamos para questões de saúde mental em 2022.

Use a caixa de busca ou clique no índice para encontrar o verbete desejado:
Continua após a publicidade

A mente em evidência

Do que falam os episódios da última temporada

  1. Como lidar com o burnout?
  2. Como lidar com a depressão?
  3. Como lidar com o transtorno de ansiedade?
  4. Como lidar com o transtorno de bipolaridade?
  5. Como lidar com transtornos alimentares?
  6. Como lidar com o Alzheimer e outras demências?

Ficha técnica

Finitude
Onde ouvir: Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Amazon Music, Orelo e demais tocadores de podcasts
Onde assistir: Youtube.com/FinitudePodcast
Apresentado por: Juliana Dantas e Renan Sukevicius, jornalistas paulistanos que já passaram por redações como a da rádio BandNews FM, da CBN, da TV Gazeta, da Record News, da Alpha FM e da Folha de S.Paulo

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.