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Livro mergulha na experiência de quase morte

Neurocirurgião investiga esse fenômeno intrigante e parte dele para debater as fronteiras e controvérsias entre mente e cérebro

Por Diogo Sponchiato 4 set 2021, 17h07

Imagine a cena: o paciente está em parada cardíaca sendo atendido com urgência pelos médicos e se vê fora do corpo, num ambiente de paz, até voltar a si e à vida. Eis um grosso resumo do que pode ser uma experiência de quase morte (EQM), um dos maiores mistérios a desafiar a ciência.

Pois a sábia curiosidade do neurocirurgião e escritor Edson Amâncio transformou o tema num livro que mescla entrevistas com mais de 100 pessoas que passaram por essa vivência e o estudo de obras e autores que se debruçaram sobre EQM e as conexões e fronteiras entre mente e cérebro — percurso que envolve filosofia, neurociência, física quântica…

Afinal, a mente é um produto do cérebro ou é algo maior que apenas o utiliza como interface? A consciência permanece após a morte do corpo físico? Esses e outros enigmas ocupam um texto fluido e aberto a diálogos e contrapontos.

foto da capa do livro
Foto: Summus Editorial/Divulgação

Experiências de Quase Morte — Ciência, Mente e Cérebro
Autor: Edson Amâncio
Editora: Summus Editorial
Páginas: 208

Relatos de caso

Algumas situações típicas de experiência de quase morte reunidas pelo autor

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Paz e calma: quem passou por um episódio relata uma sensação difícil de descrever em palavras.

Saída do corpo: boa parte das experiências englobam a visão do corpo físico de fora ou do alto.

Túnel: alguns indivíduos contam ter passado por um túnel ou local escuro antes de deparar com a luz.

Reencontros: também são frequentes relatos de encontros com familiares ou amigos já falecidos.

Flashbacks: pessoas afirmam ter visto passar um filme de toda a sua vida naquele momento — e projeções do futuro.

Fronteira: há quem diga ter chegado a um certo limite a partir do qual poderia ficar ou voltar à vida.

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