As origens cerebrais da corrupção
Em tempos de Lava Jato, especialista defende que defeitos neurológicos ajudam a explicar parte de escândalos como os que abalaram o Brasil
Os desvios de dinheiro foram tema de um acalorado debate no Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Porto Alegre. Em uma palestra sobre o tema, o neurocientista Antoine Bechara, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, defendeu que uma parcela dos casos de corrupção seria causada por mau funcionamento do córtex pré-frontal, área da cabeça que controla impulsos, julgamento moral e empatia.
“Mas esses indivíduos são logo flagrados, pois tomam decisões imprudentes.” O problema estaria mesmo na sociedade. “Se vivemos num contexto onde é comum roubar e não há punição, esse comportamento vai ficar comum”, reflete Bechara. Conhece algum lugar que seja assim?
Até que ponto a biologia e a sociedade explicam a propensão à corrupção
O ambiente
É o grande responsável por estimular ações ilegais por agentes do governo e de empresas. Estão por trás disso:
– Falta de punição
– Pobreza e desigualdade
– Ditaduras
– Falta de acesso a serviços de saúde e educação
– Conflitos armados
O cérebro
A imoralidade pode ser entendida como uma espécie de psicopatia provocada por falhas em uma área do cérebro, o córtex pré-frontal, ou até uma liberação reduzida de neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar. Mas isso ocorreria em apenas 6 ou 7% da população, de acordo com as estimativas do professor Bechara.
O ranking dos países menos e mais corruptos do globo
1º Dinamarca (menos corrupto)
2º Finlândia
3º Suécia
76º Brasil
166º Afeganistão
167º Coreia do Norte
168º Somália (mais corrupto)
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