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Vitamina D na dose certa para o seu coração

O consumo adequado do nutriente pode reduzir o risco de morte, especialmente entre pessoas que já tenham uma doença cardiovascular

Já sofreu uma pane cardíaca? Pois manter o nível certo de vitamina D no corpo pode reduzir em 30% o risco de morte em decorrência dessa doença. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega. “No entanto, doses altas ou baixas demais aumentam o perigo”, ponderou a professora Jutta Diekers, líder do trabalho, em comunicado ao site da instituição.

Para a pesquisa, a equipe de Jutta seguiu aproximadamente 4 mil pacientes diagnosticados com algum piripaque no coração durante 12 anos. Eles tinham, em média, 62 anos no início da investigação. Os resultados mostraram que o ideal seria apresentar entre 42 a 100 nmol/l de vitamina D no corpo. Nem mais, nem menos.

Mas, de acordo com Jutta, é complicado fazer uma recomendação geral de suplementação de vitamina D para a população. “A quantidade varia de uma pessoa para outra. Depende do local em que o indivíduo vive e do tipo de dieta consumida”, informou.

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Para ter ideia, em países nórdicos se recomenda o consumo diário de 10 microgramas de vitamina D. Já nos Estados Unidos e também no Brasil, fala-se em 15 microgramas. Na Alemanha, por sua vez, são 20 microgramas.

“Ainda que os noruegueses tomem menos sol do que os alemães, a dieta deles tem mais peixe. E os pescados, assim como o óleo de fígado de bacalhau, são importantes fontes de vitamina D durante o inverno”, explicou Jutta.

No verão, as atividades físicas ao ar livre dão uma força na obtenção da substância. Ora, a exposição ao sol é a principal forma de garantir boas doses do nutriente.

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Particularidades também na hora de medir

Diante de seus achados, Jutta acha que todo mundo que sofreu com infarto, insuficiência cardíaca e afins deveria avaliar como anda a concentração de vitamina D circulando no organismo. Assim, dá para checar a necessidade de suplementação.

“No entanto, é essencial levar em conta a sazonalidade. Em países nórdicos, a medida em setembro, por exemplo, mostrará níveis diferentes dos obtidos em janeiro”, frisa.

No Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, é provável que essa variabilidade também ocorra, devido às diferenças significativas em termos de incidência de raios solares durante o verão e o inverno.