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Tem jeito certo de passar protetor solar – e pouca gente sabe como é

Estudo mostra que o produto não garante a proteção máxima quando é aplicado de forma diferente da ensinada pelo fabricante

Por Maria Tereza Santos
Atualizado em 4 Maio 2020, 14h46 - Publicado em 2 ago 2018, 17h35

Você já deve estar careca de ouvir que a melhor maneira de prevenir câncer de pele é usando protetor solar diariamente, faça chuva ou faça sol. Mas não é só isso. Um estudo do King’s College de Londres, na Inglaterra, revela que se a quantidade aplicada for menor que a recomendada pelos fabricantes, o produto fornece uma proteção bem abaixo da esperada.

A pesquisa contou com 16 voluntários de pele clara, que foram divididos em dois grupos. Após passar um filtro de alto fator de proteção (FPS), a primeira turma recebeu uma dose única de radiação ultravioleta (UV) para simular a luz solar. Eles alternaram a quantidade de loção entre 0,75 mg, 1,3 mg e 2 mg/cm² pelo corpo.

Os outros oito participantes foram expostos aos raios UV por cinco dias seguidos – depois de também terem passado o protetor. Nesse tempo, a iluminação foi variando, já que a ideia era replicar as condições de um período de férias ou feriado em lugares ensolarados, como o Brasil.

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Após realizarem biópsias nos voluntários, os cientistas descobriram que o DNA das áreas que não estavam cobertas foi danificado. Entretanto, o estrago foi menor nas regiões onde havia maior quantidade de filtro, mesmo recebendo altas doses de radiação.

Para ter ideia, concluiu-se que, em uma pessoa que aplicou a maior quantidade do produto, os danos causados pela alta exposição aos raios ultravioleta durante cinco dias foram menores que aqueles gerados em apenas um dia com pouca iluminação e sem nenhuma proteção.

Apesar de o estudo ter contado com poucos participantes, os resultados são um alerta para o fato de que, mesmo com o filtro solar, só estamos seguros se ele for aplicado corretamente.

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A maneira certa de passar o protetor

Segundo o dermatologista Murilo Drummond, do Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já preconiza a quantidade ideal a ser utilizada: 1 colher de chá cheia para o rosto e 3 colheres de sopa para o resto do corpo.

“Sempre indico passar o filtro em linhas horizontais e paralelas. Fazendo movimentos circulares, a chance de não espalhar direito é maior”, acrescenta o médico, que é membro da SBD.

Ele também recomenda usar boné e roupas com proteção UV e não deixar de passar o protetor nas orelhas. “Ultimamente, temos visto muitos casos de tumores nessa região porque as pessoas esquecem desse local”, justifica.

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