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Reinaldo Aleluia: entenda por que problemas no rim podem ser fatais e como se proteger

Doença renal crônica aumenta drasticamente as chances de ter problemas cardiovasculares. Condição não tem cura e exige adequações no estilo de vida

Por Maurício Brum
6 mar 2026, 09h05 •
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Ceará, clube onde Reinaldo mais se destacou, fez postagem de despedida ao ex-atleta (Ceará SC/Divulgação)
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  • A morte do ex-jogador de futebol Reinaldo Aleluia, cuja carreira foi marcada por passagens de sucesso em clubes como Ceará e Bahia, chamou atenção para as complicações potencialmente fatais de problemas crônicos nos rins.

    Aos 53 anos, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória em meio a tratamentos para a doença renal.

    Natural de Salvador, Aleluia atuou profissionalmente até 2010, passando por diversos clubes brasileiros. Ele também teve uma breve experiência no futebol tunisiano, onde foi campeão nacional pelo Espérance, de Túnis.

    No entanto, o atacante era mais conhecido por sua participação decisiva na conquista do campeonato estadual de 2006 pelo Ceará, quando fez a jogada histórica que abriu caminho para o título diante do rival Fortaleza.

    Saiba mais sobre os riscos da doença renal crônica.

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    O que é e como surge a doença renal crônica

    A doença renal crônica, também conhecida pela sigla DRC, é caracterizada pela perda gradual da função dos rins: pouco a pouco, eles vão se tornando menos capazes de filtrar os resíduos do organismo, de manter os equilíbrios eletrolíticos do corpo e de produzir hormônios e regular a pressão arterial.

    O quadro é definido em cinco estágios, que vão desde o mais leve (em que a função renal ainda está preservado) até a falência renal, quando o paciente precisa fazer diálise ou se submeter a um transplante de rim.

    Não foi divulgada a causa de fundo do problema no caso de Reinaldo Aleluia, mas os principais fatores de risco para a doença renal crônica incluem diabetes, hipertensão arterial, glomerulonefrite e alguns problemas hereditários, como a doença renal policística, além do uso recorrente de determinados medicamentos.

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    Dependendo da gravidade do quadro, a DRC pode aumentar em até 10 vezes a chance de sofrer com problemas cardiovasculares potencialmente fatais, como ocorreu no caso do ex-jogador. O infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) são alguns dos desfechos mais comuns.

    O que fazer para se proteger

    Infelizmente, não há cura para a doença renal crônica, mas é possível tratar o quadro de modo a retardar a progressão da doença. Em estágios iniciais, a prevenção dos agravamentos é chave: isso passa por controlar as causas subjacentes e fatores de risco, como a hipertensão e o diabetes.

    Com frequência, são indicadas adequações na alimentação, a prática regular de exercícios físicos, o controle do peso e o abandono do cigarro e do álcool, quando for o caso. Quase sempre, também são receitados medicamentos, que podem variar conforme as questões de saúde específicas da pessoa.

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    Em estágios avançados, a doença exige abordagens como a hemodiálise ou a diálise peritoneal, que podem prolongar a sobrevida do paciente enquanto ele espera por um transplante renal.

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