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Obesidade entre os grandes fatores de risco para o agravamento da Covid-19

Estudos revelam que a inflamação causada pelo excesso de peso contribui para a piora do quadro de infecção por coronavírus

Por Maria Tereza Santos 24 abr 2020, 15h40 | Atualizado em 4 jun 2026, 22h38
obesidade coronavírus
Estudos mostram que efeito da obesidade no organismo favorece a infecção pelo novo coronavírus. (Foto: World Obesity Federation/SAÚDE é Vital)
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Obesidade entre os grandes fatores de risco para o agravamento da Covid-19 Priorizar nos meus resultados Google

Dois novos estudos, um realizado na França e outro nos Estados Unidos, revelam que a obesidade é a condição crônica que mais leva pessoas a serem hospitalizadas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). A inflamação gerada pelo excesso de peso seria a grande responsável pelas complicações nesses indivíduos.

Até agora, ninguém havia investigado a fundo a relação entre obesidade e Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Sabia-se apenas que boa parte dos diabéticos e hipertensos infectados – turma que é considerada grupo de risco – também é obesa, já que essas condições têm uma forte conexão.

Foi então que pesquisadores franceses, do Instituto Lille Pasteur, decidiram dar o primeiro passo. Eles examinaram 124 pessoas internadas por conta do Sars-Cov-2 de 27 de fevereiro a 5 de abril de 2020.

Os resultados mostraram que 47,6% eram obesas (ou seja, apresentavam índice de massa corporal, o IMC, maior que 30) e 28,2% tinham obesidade grave (IMC maior que 35). Os cientistas notaram ainda que 85 pacientes (68,6% do total) utilizaram ventilação mecânica, sendo que a proporção foi maior entre os obesos graves (85,7%).

De olho nos dados, os cientistas concluíram que a seriedade da infecção aumenta à medida que o IMC cresce. No entanto, eles não se debruçaram sobre os motivos por trás dessa relação. Mas a investigação americana, conduzida na Universidade de Nova York, avançou mais na questão.

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Os estudiosos analisaram informações sobre 4 103 pacientes da cidade. Dentre eles, 44,6% eram cardíacos, 39,8%, obesos, e 31,8%, diabéticos. Enquanto 51,3% (2 104) foram acompanhados em casa, 48,7% (1 999) precisaram de hospitalização.

Ao fim da análise, os autores perceberam que o IMC alto era o problema crônico que mais resultava em internação e necessidade de ventilação mecânica. De acordo com eles, essa relação não se deu ao acaso.

Os experts contam que os casos mais graves eram aqueles com maior número de marcadores inflamatórios no corpo. E as lesões provocadas por essa inflamação exacerbada levaram à formação de coágulos, culminando em quadros de trombose e embolia pulmonar. Segundo o trabalho, a doença crônica com a associação mais forte a essa cascata de eventos é a obesidade.

Os americanos finalizam o documento sugerindo que os médicos deveriam considerar a testagem de marcadores inflamatórios durante a hospitalização por Covid-19. Assim, poderiam prever melhor quais pacientes correm mais risco de complicações.

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