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O que é bursite e qual seu tratamento?

Essa inflamação que causa muita dor não atinge só os ombros. Conheça o problema, seus sintomas e como remediá-lo adequadamente

Por Ivonete Lucírio 21 ago 2018, 10h09 | Atualizado em 14 jul 2023, 18h03
o que e bursite e tratamento, da fisioterapia ao remedio
A bursite também pode atingir os quadris (Foto: Eduardo Svezia/SAÚDE é Vital)
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A bursite é uma inflamação das bursas – pequenas bolsas que ficam entre ossos, músculos e tendões. E não, ela não afeta só os ombros.

Essa lesão pode atingir e incomodar quadril, joelhos, pés e cotovelos. E tem, como principais causas, o envelhecimento e o uso repetitivo de determinadas articulações.

A seguir, você entende o passo a passo do surgimento da bursite, assim como as partes do corpo mais afetadas e o tratamento:

1. As bursas

Em todas as juntas do corpo, nas quais os tendões encontram os ossos e os músculos, existem as bursas, que têm a função de evitar o atrito entre essas estruturas.

São cerca de 70 distribuídas por todo o organismo.

A bursa é uma espécie de almofada achatada composta de uma membrana recheada por líquido sinovial, lubrificante de aspecto viscoso, parecido com um óleo.

2. Inflamou, inchou, doeu…

Movimentos repetitivos com as articulações – imagine alguém que corre ou joga tênis – podem deixar a bursa inflamada.

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Aí o corpo passa a produzir mais líquido sinovial, menos viscoso, e aquela bolsinha aumenta de tamanho.

Além do inchaço, a inflamação gera dor e, às vezes, vermelhidão. O incômodo é mais intenso ao movimentar a junta ou mesmo ao apalpá-la.

3. Limitação de movimento

A bursite pode ser acompanhada de uma inflamação no tendão, o que costuma incitar um depósito de cálcio dentro de suas fibras. É o que se chama de tendinite calcária.

Em algumas situações, o mineral se acumula também dentro da bursa. Esses depósitos de cálcio, mais comuns nos ombros e no quadril, podem, com o tempo, enrijecer a região e limitar movimentos.

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As áreas que mais sofrem com a bursite

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(Mitchell Hollander / Unsplash/Divulgação)

Ombros

A região está entre os locais mais afetados. É um dos tipos de bursite mais famoso, aliás.

Várias profissões costumam sofrer com a bursite no ombro, entre pintores, nadadores, tenistas, e outros atletas. O presidente Lula também é acometido pelo problema.

Cotovelos

Assim como a dos ombros, a do cotovelo também costuma atingir atletas, em especial tenistas e golfistas, que utilizam mais essa articulação e acabam sobrecarregando-a.

Nesse caso, não é raro que a bursite aqui venha com inchaço e vermelhidão.

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Quadril

Quando ataca os quadris, a inflamação na bursa geralmente acontece acompanhada o acometimento dos tendões, a tendinite.

É comum entre corredores. A dor provocada por ela tende a se concentrar nas laterais do quadril e pode ser intensa.

Joelhos

Também é mais frequente em atletas, porque, assim como nas outras estruturas do corpo, a execução de movimentos repetidos é um fator de risco.

Outros facilitadores é a falta de alongamento e passar tempo demais ajoelhado.

Medidas e tratamentos contra o problema

Repouso

Essa é uma medida primordial.

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O primeiro passo do tratamento é interromper, ainda que temporariamente, a atividade que está provocando a bursite.

Gelo

A temperatura fria têm ação analgésica e anti-inflamatória.

Portanto, a realização de compressas em baixa temperatura ajudam a reduzir o inchaço e a dor.

Anti-inflamatórios

Medicamentos desta categoria aceleram o controle da dor, sobretudo quando gelo e repouso não resolvem.

Lembrando que o ideal é procurar o médico em caso de dores persistentes, para não mascarar sintomas e adiar tratamentos.

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Fisioterapia

As sessões de fisioterapia fortalecem os músculos da região para não sobrecarregar as estruturas lesadas.

Elas envolvem o uso de aparelhos que combatem dor e inflamação, além dos exercícios direcionados.

Aspiração

Em alguns casos, pode ser necessário aspirar parte do líquido acumulado na bursa.

O processo é simples, feito com uma seringa, e pode ser realizado pelo próprio médico.

Cirurgia

A remoção da bursa via bisturi é a última e rara opção terapêutica.

Ela fica reservada somente para casos mais complicados.

Fontes: Alessandra Masi, ortopedista e professora do Centro Universitário São Camilo (SP); Antonio Alexandre Faria, ortopedista da Clínica Cotesp Medicina Esportiva (SP); Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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