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Coma induzido: entenda situação do humorista Marquito após acidente

Após acidente de moto, artista está internado em São Paulo

Por Redação VEJA Saúde
26 fev 2026, 17h50 • Atualizado em 26 fev 2026, 20h13
Marquito, do SBT.
Marquito está em coma induzido após acidente de moto. (SBT/Divulgação)
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  • O humorista Marco Antonio Ricciardelli, mais conhecido como Marquito, está em coma induzido após sofrer um acidente de moto na última quarta-feira (25) em São Paulo. 

    Famoso por sua carreira no SBT, participando de shows como o Programa do Ratinho, o artista, de 65 anos, teria sofrido um mal súbito enquanto pilotava o veículo, o que causou o acidente.

    Informações divulgadas pelo portal Léo Dias indicam que ele perdeu controle da motocicleta e, com o impacto, teve ferimentos no rosto e uma fratura na costela.

    Além disso, ao cair, Marquito teria atingido outra moto, conduzida por um enfermeiro. O profissional de saúde prestou os primeiros socorros ainda no local e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

    O que é o coma induzido?

    Apesar do nome, não se trata exatamente de um “coma” no sentido clássico. O chamado coma induzido é uma sedação farmacológica profunda, provocada por medicamentos anestésicos e sedativos administrados em ambiente de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

    Essas drogas reduzem o nível de consciência, diminuem o metabolismo cerebral e o fluxo sanguíneo, ajudando a controlar a resposta do organismo ao trauma. É como se os médicos colocassem o cérebro em um repouso estratégico para protegê-lo.

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    O objetivo do método é manter a segurança do paciente, além de diminuir dores físicas, ansiedade e desconfortos, em casos muito graves.

    Quando o coma induzido é indicado?

    A técnica é usada principalmente quando há risco de lesão cerebral secundária, aquela que não acontece no momento do impacto, mas nas horas ou dias seguintes.

    Ela é recomendada, por exemplo, em casos de traumatismo cranioencefálico, pois pode ocorrer inflamação e inchaço (edema) cerebral ou aumento da pressão dentro do crânio.

    Isso acontece porque o impacto do trauma pode causar lesões vasculares ou contusões, resultando no acúmulo de líquido nos tecidos cerebrais.

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    Além disso, o como induzido também pode ser indicado nos seguintes casos:

    • Crises epilépticas que não respondem aos medicamentos usuais;
    • Grandes infartos, arritmias graves ou insuficiência cardíaca;
    • Insuficiência respiratória severa, como em pneumonias extensas;
    • Acidente Vascular Cerebral (AVC) de grande proporção;
    • Pós-operatórios complexos, sobretudo em cirurgias neurológicas ou cardíacas;
    • Dor extrema que não responde aos analgésicos convencionais, como em grandes queimaduras.

    Em todos esses cenários, o objetivo é controlar dor e agitação, bem como evitar que o organismo entre em colapso diante do estresse extremo.

    Como é feito?

    Como visto, o procedimento ocorre na UTI, com monitorização contínua dos sinais vitais. Como a sedação profunda compromete a respiração espontânea, o paciente geralmente precisa de ventilação mecânica.

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    As medicações são administradas por via intravenosa, com doses ajustadas de acordo com a resposta clínica. A duração do coma induzido varia conforme a gravidade do quadro e a evolução do paciente. Quando os médicos avaliam que é seguro, a sedação é reduzida gradualmente para que a pessoa desperte.

    Em situações como a de Marquito, a estratégia funciona como uma medida de proteção, uma pausa controlada para permitir que o corpo se recupere do trauma.

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