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Litopedia: quando ocorre a calcificação do feto?

Problema extremamente raro está relacionado à gravidez ectópica, quando o feto se desenvolve fora do útero

Por Maurício Brum 31 ago 2025, 04h00
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Exemplar de um feto calcificado exposto no Museu Nacional de Saúde e Medicina, nos EUA. A descrição em inglês indica que a mulher passou 55 anos com o feto no corpo, sabendo que ele existia, e teve outras cinco gestações sem complicações. O feto só foi retirado após a morte dela (National Museum of Health and Medicine/Flickr)
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A litopedia é uma situação muito rara sobre a qual, provavelmente, você só ouve falar em casos curiosos da medicina. Pense naquelas notícias sobre mulheres idosas que descobriram casualmente uma massa semelhante a um tumor em seus corpos e, ao removê-la, souberam que na verdade se tratava de um “feto petrificado”.

É exatamente isso que ocorre quando esse problema se manifesta. O feto se origina em uma gravidez ectópica, nome dado às gestações inviáveis em que um óvulo fertilizado começa a se desenvolver fora do útero.

Ao morrer, em vez de ser reabsorvido pelo organismo (o que seria o processo mais comum), ele permanece lá, acabando por ser calcificado. Quando não produz sintomas ou desconfortos, a situação pode permanecer por anos.

Como ocorre a litopedia?

Não há uma causa específica para a litopedia. Esse problema ocorre quando há uma combinação de fatores atípicos que podem ocorrer em qualquer gestação:

  1. Gravidez ectópica que leva à morte do feto;
  2. O feto já se desenvolveu o suficiente para ser grande demais para ser reabsorvido pelo organismo;
  3. Permanecendo no local, o feto morto é interpretado pelo corpo como um invasor, levando a um processo de calcificação.
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Se todos esses problemas acontecem juntos, a litopedia pode ser o resultado.

Ainda assim, casos conhecidos são muito raros: poucas centenas de pacientes que passaram por essa situação aparecem na literatura médica. É comum que casos do tipo só sejam descobertos muitos anos após a gravidez ectópica ter se encerrado.

O que fazer em caso de litopedia

A litopedia nem sempre é facilmente identificável. Quando o caso é diagnosticado, o que costuma envolver exames de imagem da região uterina e seus arredores, além de uma análise do histórico da paciente, costuma ser recomendada a remoção cirúrgica do feto calcificado caso ele esteja provocando incômodos.

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Uma avaliação dos riscos e benefícios da remoção do feto é necessária antes de realizá-la, especialmente em pacientes idosas. No entanto, é comum que a presença do feto mumificado seja descoberta após o aparecimento de sintomas relacionados à sua presença, o que acaba confirmando a necessidade de remover.

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