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Imunoterapia ganha aval contra o câncer de fígado

União de dois tratamentos traz boa resposta diante de tumores nesse órgão

Por André Biernath 21 out 2020, 18h18

Todos os anos, o câncer de fígado provoca mais de 700 mil mortes espalhadas pelo globo, 9 700 delas no Brasil. A doença se desenvolve a partir de uma primeira agressão, que pode ser provocada pelo excesso de álcool e gordura ou pelos vírus da hepatite B ou C.

Para piorar, muitas vezes evolui em silêncio, e só é descoberta quando a situação está grave. Mas há notícia boa no front: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso associado das drogas atezolizumabe e bevacizumabe, ambas da Roche.

“A primeira é uma imunoterapia e estimula o próprio sistema imune a atacar as células tumorais, enquanto a segunda impede o crescimento de vasos sanguíneos que levariam oxigênio e nutrientes para o tumor crescer”, explica o oncologista Gustavo Fernandes, diretor do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. O combo será prescrito nos casos em que não há possibilidade de realizar cirurgias ou quando a doença já se espalhou para outras regiões do corpo.

  • [INFO MAPA DO CORPO]

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