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Um tratamento diferente para o câncer de fígado

Batizadas de radioterapia seletiva interna, esferas high-tech mostram vantagens contra tumores nesse órgão

Por André Biernath 1 Maio 2017, 10h30

A empresa australiana Sirtex divulgou dados positivos dos testes com o SIR Y-90, terapia que utiliza microesferas radioativas para combater o câncer que atinge o fígado ou as metástases que se espalham do intestino e vão parar no tecido hepático. Nas pesquisas, indivíduos submetidos ao procedimento junto à quimioterapia tiveram um benefício maior em relação àqueles que só se valeram da químio.

Aprovado no Brasil desde 2014, ele é indicado quando as outras abordagens terapêuticas falharam. “A técnica para infundir as esferas é minimamente invasiva, está relacionada a poucos efeitos colaterais e exige só um dia de internação”, observa o radiologista intervencionista Felipe Nasser, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

  • Cerco radioativo ao câncer

    Como funciona o procedimento

    1. Viagem tortuosa

    Um cateter é inserido na artéria femoral, na virilha, ou na artéria radial, no braço, e transita pelos vasos sanguíneos até chegar ao fígado.

    2. Escotilhas abertas

    Quando o cateter se aproxima do tumor, as microesferas radioativas são liberadas. Elas têm 32 micrômetros de diâmetro (1 micrômetro é a milésima parte de 1 milímetro).

    3. Bombardeio intensivo

    As estruturas minúsculas viajam pelas artérias que circundam o tecido doente. Elas liberam radiação durante alguns dias, o que reduz o tamanho do tumor.

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