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HPV pode aumentar risco de problemas cardiovasculares, segundo pesquisa

Um novo estudo acusou esse vírus, geralmente associado ao câncer, de afetar a saúde do coração

Por Maria Tereza Santos Atualizado em 8 dez 2020, 14h51 - Publicado em 11 fev 2019, 18h22

Grande causador do câncer de colo do útero (e também envolvido em tumores de garganta, ânus, boca e pênis) o papilomavírus humano (HPV) acaba de ser relacionado a mais um problema de saúde. Cientistas da Universidade Sungkyunkwan, na Coréia do Sul, associaram-no a um aumento no risco de doenças cardiovasculares.

Entre 2011 e 2016, foram analisados exames de 63 411 coreanas acima dos 30 anos sem problemas prévios no coração. Todas as participantes realizaram exames capazes de identificar 13 subtipos de HPV – alguns estão relacionados ao câncer, enquanto outros causam apenas verrugas genitais.

Essas mulheres, então, foram avaliadas uma vez a cada um ou dois anos.

Após controlarem outros fatores, como peso, tabagismo, consumo de álcool, exercícios físicos, nível educacional e histórico de doenças no coração na família, os pesquisadores concluíram que o risco de sofrer piripaques cardíacos era 22% maior nas portadoras de subtipos mais perigosos do HPV.

E tem um detalhe. Eles notaram que a ameaça se acentuava quando a infecção ocorria entre mulheres com obesidade e síndrome metabólica.

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“Uma melhor compreensão sobre os tipos de HPV de alto risco como fatores para desenvolvimento de doenças cardiovasculares e a eventual combinação com obesidade e síndrome metabólica poderão ajudar a melhorar estratégias preventivas e os resultados dos pacientes”, afirma, em comunicado à imprensa, Seungho Ryu, professor da Universidade Sungkyunkwan e coautor do estudo.

O estudo, claro, tem suas limitações. Por ser um dos primeiros levantamentos de grande porte a ligar o HPV com enfermidades cardiovasculares, são necessárias outras pesquisas para confirmar a associação.

No mais, os próprios autores afirmam que há a possibilidade de as voluntárias terem se livrado do vírus naturalmente – o que ocorre em cerca de 80% das vezes. Além disso, a duração das infecções não foi registrada e faltavam informações sobre os tipos de HPV com potencial cancerígeno em mais de um terço das participantes.

“São necessários mais estudos para identificar os genótipos específicos do vírus que contribuiriam para os problemas cardiovasculares e examinar se as estratégias de vacinação contra o HPV também podem ajudar a reduzir essas doenças”, conclui Seungho Ryu.

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