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Dores crônicas afetam pelo menos 37% dos brasileiros. O que fazer?

Os incômodos que insistem em não ir embora são mais comuns do que se imagina, segundo um estudo. E trazem problemas consideráveis, como a depressão

Por Flávia Albuquerque (Agência Brasil) 20 set 2018, 17h25

Pelo menos 37% da população brasileira, ou 60 milhões de pessoas, sentem dor de forma crônica (aquela que persiste por mais de três meses). Pelo menos é isso o que sugere um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed), da Universidade Federal de Santa Catarina, da Faculdade de Medicina do ABC e de uma clínica de tratamento da dor.

Para o levantamento, foram entrevistadas 919 pessoas de todo o país. A Região Sul é a mais afetada pelos desconfortos contínuos (42% dos voluntários), seguida do Sudeste (38%), Norte (36%), Centro-Oeste (24%) e Nordeste (28%).

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid), Paulo Renato Fonseca, a dor crônica é tão nociva que está ligada à depressão, à transtornos de ansiedade e até ao suicídio. “A dor, de modo geral, talvez seja umas das situações humanas que mais causam sofrimento. Ela não só provoca um sintoma desagradável, mas traz repercussões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais”, diz Fonseca.

De acordo com o médico, é preciso tratar esses desconfortos prolongados com vários profissionais da saúde e médicos intervencionistas que fazem procedimentos para melhorar o sintoma. “Imagine uma pessoa com dor todo dia, o dia inteiro, durante meses”, questiona.

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As dores mais comuns e como evitá-las

Entre elas estão as que atingem a região lombar, as articulações, a face, a boca, o pescoço. As dores de cabeça em geral e as enxaquecas também são frequentes.

Para prevenir os incômodos, os médicos indicam a prática de exercícios físicos, correção postural, alimentação adequada, vacinação (em especial contra herpes zoster) e controle do peso e de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ao mesmo tempo em que as dores sinalizam doenças, podem agravar condições crônicas e gerar quadros de sedentarismo e obesidade.

Segundo Fonseca, vários tratamentos para dor crônica estão disponíveis tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde. “Muitas pessoas acham que são procedimentos custosos. Alguns são caros, mas a maioria não é”. Ele ressaltou que as técnicas intervencionistas ajudam a reduzir o consumo de analgésicos.

“Uma das novidades a serem tratadas no congresso é a chegada da medicina regenerativa, que utiliza células-tronco, plasma rico em plaquetas, que são substâncias retiradas do próprio corpo da pessoa que podem ser utilizadas para dor. Teremos também a presença de 15 estrangeiros que mostrarão novas tecnologias”.

Conteúdo da Agência Brasil.

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